Escolher por conta própria nem sempre traz alegria, diz estudo

A maioria das pessoas prefere escolher pessoalmente entre diferentes opções a ter uma escolha imposta por terceiros. No entanto, pesquisadores da Universidade Cornell e da Universidade de Chicago descobriram que, com freqüência, não há diferença entre a satisfação produzida por uma escolha pessoal e a de uma escolha imposta. Em um artigo que será publicado na edição de setembro do Journal of Consumer Research, os cientistas afirmam que a presença ou ausência de opções só mexe coma emoção quando a pessoa sente um alto grau de responsabilidade na escolha sendo feita."Estar no controle e ser responsável é uma idéia atraente, mas às vezes pode ser bom sentar no banco de trás e apreciar a viagem", escrevem as autoras do estudo, Simona Botti e Ann L. McGill.Para a pesquisa, elas primeiro avaliaram como a escolha se relaciona à percepção de responsabilidade pessoal, categorizando artigos de acordo com o apelo (chocolate versus cheiro ruim, por exemplo). Em seguida, dividiram os itens em dois tipos de grupo: onde cada opção era bem diferente das demais e outro, onde as opções eram todas semelhantes. A pesquisa mostrou que quando todas as opções tinham bom apelo e eram bem diferentes, os voluntários que podiam escolher por conta própria se mostraram mais felizes do que os que receberam um objeto por imposição. Da mesma forma, quando todas as opções eram desagradáveis - mas ainda bem distintas - as pessoas se incomodavam menos com um cheiro ruim que haviam escolhido sozinhas do que com o mesmo cheiro, quando imposto por terceiros.No entanto, quando a diferença entre os itens não era clara - diferentes marcas de café, por exemplo - os que escolheram sozinhos e os que tiveram a escolha imposta revelaram o mesmo nível de satisfação.As autoras especulam que a incapacidade de distinguir eficientemente entre as opções diminui o senso de responsabilidade dos participantes, reduzindo tanto a oportunidade para o auto-elogio (no caso de uma escolha correta) quanto para a auto-recriminação, no caso de uma opção infeliz.

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