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Pomar doméstico: é possível analisar soloA respeito da reportagem sobre análise de solo publicada no Agrícola, tenho uma dúvida. Como é que eu faço análise de solo em um pomar doméstico? Explico: a adubação é feita na sombra da copa, portanto acho que a amostragem em zigue-zague não vale para este caso.Renato VillelaSão Paulo (SP)Conforme o pesquisador Heitor Cantarella, do Centro de Solos do Instituto Agronômico (IAC-Apta), de Campinas (SP), da Secretaria de Agricultura paulista, para fazer análise de solo composta (de macronutrientes e micronutrientes) em áreas de culturas perenes, como pomares, é preciso fazer a amostragem na área adubada coletando solo do local sombreado pela projeção da copa e da área localizada "um pouco para fora" da área sombreada, que também pode conter resíduos de fertilizantes. Deve-se coletar pelo menos 10 subamostras de cada área sombreada, a uma profundidade de 20 centímetros, para compor a amostra final, o que, em um pomar doméstico, é um serviço rápido, diz. O importante, segundo Cantarella, é que a amostra seja homogênea e represente bem a área. A análise composta custa R$ 30 por amostra e o resultado sai em 15 dias. IAC, tel. (0--19) 3231-5422 r. 180. Citronela: é inviável extrair óleo em casaTenho uma plantação modesta de citronela e quero fazer óleo essencial da planta.Elza OrtizIguape (SP)Conforme o agrônomo André May, a extração caseira de óleo de citronela não é simples, pois as folhas têm concentração mínima de óleo essencial, em torno de 0,5% a 0,6%, o que significa que, para cada 100 quilos de folhas, são extraídos, no máximo, 600 gramas de óleo. Segundo informações da Seção de Plantas Aromáticas do Instituto Agronômico (IAC-Apta), de Campinas (SP), a opção de pôr as folhas com um pouco de água em uma panela de pressão e tentar "recolher" o vapor que sai, já que o vapor contém óleo essencial, também é difícil, pois é necessário extrair o óleo desse vapor. Considerando que o óleo essencial de citronela é solúvel em álcool, pode-se também misturar as folhas ao álcool, para liberar, naturalmente, o óleo. O problema, nesse caso, é a presença de outras substâncias na folha também solúveis em álcool, como clorofila e pigmentos, o que não resulta na extração de óleo puro. "Tentar extrair pequenas quantidades de óleo essencial não é viável." Ele explica que, pelo método industrial, chamado de "arrasto de vapor", as folhas de citronela são colocadas em um recipiente e passam a receber vapor de água constantemente. A água é aquecida em uma caldeira e, ao passar pelas folhas da citronela, o vapor "separa" o óleo essencial, por condensação. Se a leitora não quiser comprar produtos prontos, a dica é aproveitar o efeito repelente da própria planta, se a localização permitir que o vento espalhe o aroma e, assim, manter os mosquitos afastados. Outra sugestão é fazer uma infusão com as folhas da planta e usá-la para limpar o chão e a casa. Leitor procura por cabine de tratorSolicito que me indiquem alguns fabricantes de cabines para tratores agrícolas.Mauricio Oliveiraam.oliveira1@yahoo.com.brA Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) sugere duas empresas para o leitor. Uma é a Agroleite Cabinas Agrícolas, localizada no município de Ibirá, na região de São José do Rio Preto (SP). A empresa desenvolve cabines para tratores das montadoras Agrale, John Deere, Massey Ferguson, New Holland e Valtra. Informações no site www.agroleite.com.br ou pelo telefone (0--17) 3551-9090. A outra sugestão é a empresa Megavan Tecnologia em Máquinas, fabricante de cabines para tratores Agrale, John Deere, Massey Ferguson, New Holland, Valtra, Yanmar e Valmet. A empresa fica em Caxias do Sul (RS). Site: www.megavan.com.br e tel. (0--54) 3222-9175. Outras empresas interessadas podem entrar em contato com o leitor, no e-mail acima citado. Ferrugem é principal doença da figueiraTenho uma figueira plantada e as folhas amarelam, enferrujam e caem. O que devo fazer?Sandro Macedo PereiraSão Joaquim da Barra (SP)Este é o sintoma típico do ataque da ferrugem da figueira, principal doença fúngica que incide sobre as figueiras no Brasil, explicam o professor da Unioeste, Rafael Pio, e o pesquisador do Centro de Frutas do Instituto Agronômico (IAC-Apta), de Campinas (SP), Edvan Alves Chagas. Segundo Pio, o ataque da doença inicia-se na chegada da primavera, com picos de incidência em dezembro a fevereiro, quando a temperatura é elevada e coincide com as chuvas. Essa doença apenas ataca as folhas velhas, mas, mesmo que já tenham sido colhidos os frutos localizados na base de uma folha atacada, deve-se controlar a doença, para evitar prejuízos no desenvolvimento dos frutos remanescentes. Como medida de controle, sugerem os especialistas, deve-se efetuar a poda na época de repouso vegetativo da planta (junho e julho), retirar os ramos do pomar e aplicar pasta bordalesa no local podado e pulverizar a planta com calda bordalesa. A diferença entre a pasta e calda bordalesa é a quantidade de água. Na pasta, usam-se 1 quilo de sulfato de cobre, 1 quilo de cal e 10 litros de água. Para a calda, a mesma quantidade de sulfato de cobre e cal, e 100 litros de água. "Tanto a calda como a pasta são produtos à base de cobre. No entanto, causam pouca agressão ao homem e ao meio ambiente", explicam. No período de safra, deve-se fazer pulverizações com calda bordalesa pelo menos a cada 21 dias. "Não existe forma natural de combater essa doença, por isso, procure sempre um profissional para recomendar cuidados no manuseio do produto." Contato, e-mail: rafaelpio@hotmail.com. Métodos caseiros contra a dengueMoro ao lado de uma obra abandonada, com caixotes de concreto, onde a água se acumula e cria condições ideais para o desenvolvimento de larvas de mosquitos. O agente da prefeitura não entra porque o terreno é murado. Portanto, não pode colocar larvicida. Como o mato e o lixo impedem a visão dos caixotes de concreto, o agente retorna à prefeitura dizendo que não há depósito de água. Gostaria de saber que ?veneno? posso, eu mesmo, colocar nessa água.Silvio Venturi São Paulo (SP)A professora Hermione Bicudo, da Unesp de São José do Rio Preto (SP), pesquisa o Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue. Ela sugere pôr cloro de piscina na água acumulada, renovando-o semanalmente. A quantidade depende de quanta água se acumula nos recipientes citados. "Inseticidas só devem ser usados em situações especiais, porque, além de os mosquitos escaparem facilmente de seu efeito, cresce cada vez mais sua resistência." A melhor solução é eliminar focos de água parada. Outros métodos de baixo custo usam produtos alternativos, como borra de café, sal fino de cozinha e água sanitária. "O pó que resta no coador e que é jogado fora, numa proporção de 4 colheres de sopa cheias para 1 copo de água, mata as larvas entre 24 e 48 horas. "Deve-se, porém, acrescentar nova borra a cada sete dias." Quanto ao sal fino, usa-se 1 colher de sopa para 1 copo de água e, para a água sanitária, a proporção é de 1 colher de sopa para 5 litros de água. As soluções são aplicadas em criadouros de difícil eliminação, como ralos. www.ibilce.unesp.br/dengue.

O Estado de S.Paulo

09 de abril de 2008 | 02h38

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