Espaço dos leitores

Uvas: conheça o clima antes de plantarTenho um sítio de 600 mil metros quadrados em Santa Isabel (SP) e dispomos de uma área de 10 mil metros, onde pretendo plantar uvas de mesa. Gostaria de saber se o local é adequado. Se positivo, qual a variedade que melhor se adapta? Onde encontrar mudas confiáveis?Newton ZadraSão Paulo (SP)O professor-adjunto da Unioeste, Rafael Pio, explica que a uva é uma frutífera de clima temperado e, por isso, requer certa quantidade de frio durante o inverno para as gemas brotarem e proporcionar boas produções. Primeiramente, deve-se conhecer o clima do local, observando as temperaturas mínimas durante o inverno e as médias durante o verão, pois as uvas de mesa são bem sensíveis ao ataque de doenças foliares causadas por fungos no verão. As mudas podem ser adquiridas no Centro Apta Frutas do IAC-Apta, tel. (0--11) 4582-7284 ou e-mail: frutas@iac.sp.gov.br. Contato com o pesquisador, e-mail: rafaelpio@hotmail.com. Várias medidas para afastar pombosEstamos tendo uma concentração de pombos urbanos em um terminal rodoviário, e que vem causando muita sujeira, além do risco de transmissão de doenças e corrosão nas ferragens por causa das fezes das aves. Como fazer para eliminar o problema?Laércio Vicente ScaramalMonte Alto (SP)O pesquisador João Justi Junior, do Instituto Biológico (IB-Apta), diz que existem alguns produtos, como repelentes eletrônicos, gel repelente para aplicação em superfícies onde o pombo costuma pousar, espículas, etc. "Todos esses métodos funcionam parcialmente ou não funcionam. O gel funciona enquanto não fica coberto de pó. As espículas funcionam até os pombos se acostumarem com elas e o repelente eletrônico não se conhece nenhum testado com critérios técnicos que comprovadamente funcione", diz. "Resta entender por que os pombos se aglomeram no local, provavelmente porque eles encontram abrigo, água, alimento e fácil acesso. "Se eliminarmos esses itens os pombos não mais ficarão ali." Deve-se, por exemplo, fazer uma campanha para que as pessoas não alimentem as aves, pois pombos são grandes transmissores de doenças. A medida mais duradoura para impedir pombos de se criarem em um local é a instalação de barreiras físicas, ou seja, impedir o pouso das aves nos locais indesejados, fechando esses locais com cimento, tijolo, madeiras, telas, fios de náilon, etc., tapando todos as passagens. Telas de proteção de náilon podem ser instaladas sob telhados para impedir o acesso das aves. Esse trabalho deve ser precedido de uma boa observação dos abrigos que as aves utilizam para não deixar nenhum de fora. Contato, e-mail: justi@biologico.sp.gov.br. Nogueira-pecã não consegue produzirTenho em meu sítio seis nogueiras-pecã com mais de 40 anos, muito bem formadas e produzindo regularmente. Mas, nos últimos três anos, em dezembro e janeiro, 80% dos frutos caem, quando atingem o tamanho de um pinhão. Por indicação de agrônomo adubei com 700 gramas de super-simples e 100 gramas de cloreto de potássio após a colheita; 450 gramas de sulfato de amônia em novembro e, em dezembro, 150 gramas de sulfato de amônia e 200 gramas de cloreto de potássio. A queda dos frutos, porém, se repetiu. O que fazer?Orestes de JácomoItapira (SP)De acordo com o engenheiro agrônomo Jaceguay Barros, da Pecanita, empresa especializada no cultivo de noz-pecã de Cachoeira do Sul (RS), a queda de frutos em nogueiras pecã pode ser provocada por diversas causas, entre elas, por desequilíbrio nutricional. Porém, pela descrição da adubação relatada pelo leitor, Barros acredita este problema tenha sido resolvido. "Resta saber se há ocorrência de pragas e/ou sintomas de doenças fúngicas", diz. No grupo das pragas, ele destaca a presença de pulgões (amarelos ou pretos), percevejos ou brocas-dos-frutos. "Existe também o risco de uma doença chamada sarna." Para identificação e diagnóstico de pragas e doenças, Barros recomenda monitorar a ocorrência desses insetos e de manchas escuras nas folhas e frutos durante o florescimento e frutificação da planta. Depois, pode-se consultar um agrônomo e informá-lo se, além da adubação, foi realizado algum tratamento fitossanitário nas árvores. E-mail: pecanita@pecanita.com.br. Como identificar o caramujo africanoTenho um terreno em área urbana de Tatuí (SP), com várias residências na vizinhança. O imóvel está vazio e, ao fazer a limpeza com corte de capins e arbustos, constatei a presença considerável de moluscos, semelhantes a escargots. Como combatê-los?Koki YazakiSão Paulo (SP)Ideal é primeiro identificar o caramujo, para não eliminar espécies nativas. Conforme o Ibama, ao contrário dos caramujos nativos, o caramujo-gigante africano (Achatina fulica) é considerado praga e deve ser eliminado. Eles gostam de locais úmidos e sombreados, por isso são encontrados em cantos de muros e onde haja acúmulo de galhos, folhas, madeiras, restos de construção, entulhos e, em especial, tijolos furados. A forma mais segura de identificar o A. fulica é observar sua concha, marrom-escura, com listras esbranquiçadas desiguais, formando quase um zigue-zague. Outra dica é prestar atenção ao formato da concha, uma espiral cônica, enquanto a concha do verdadeiro escargot (Helix aspersa) é em forma de espiral circular. Além disso, a abertura da concha do caracol africano tem uma borda afiada, diferente da abertura da concha de espécies nativas, cuja borda não é cortante. No endereço www.ibama.gov.br.sp, link Caramujo africano, há imagens para ajudar na identificação. Se o leitor preferir, pode fotografar o caracol e enviar a foto para o e-mail achatinafulica.sp@ibama.gov.br. Em casos de infestação em residências, deve-se recolhê-los com luvas, colocá-los em sacos plásticos e pisar nas conchas (com botas) até quebrá-las. Depois, deve-se enterrá-los em valas e jogar cal virgem sobre eles. Pode-se, também, fervê-los por 50 minutos e enterrá-los. A autêntica receita do marrom-glacêGostaria, se possível, de conseguir uma receita de marrom-glacê, que foi publicada no fim de 2007.Sergio TrevisanSão Paulo (SP)Ingredientes: 500 g de castanha portuguesa, 500 g de açúcar cristal, 1 limão e água. Como fazer: ponha as castanhas em uma assadeira e leve ao forno, em temperatura média (180 graus), até que se consiga retirar facilmente as cascas e peles, antes que esfriem. Ponha-as em água fervente com miolo de pão, até que se possa atravessar um alfinete facilmente na polpa das castanhas. Escorra a água e mergulhe as castanhas em água fria com sumo de limão. Depois, em uma panela esmaltada, prepare uma calda com o açúcar em ponto de fio, onde serão mergulhadas as castanhas por 20 minutos, sem deixar ferver (fogo baixo). Retire-as e deixe repousar por 24 horas. Após o repouso, volte ao fogo por mais 20 minutos e repouse por mais 24 horas. Repita o processo mais uma vez. Coloque, depois, a calda no fogo para elevar o ponto até que fique próprio para cobrir (calda para glacear). Retorne as castanhas à calda e dê-lhes algumas fervuras. Deixe as castanhas sem a calda em tabuleiros para escorrer e cubra-as com redes finas ou gaze, e deixe secar bem. ENDEREÇO Av. Engenheiro Caetano Álvares, 55, 6.º andar, Bairro do Limão,São Paulo (SP), CEP 02598-900TELEFONES(0--11) 3856-2321, 3856-2339 e 3856-2066 (FAX)PUBLICIDADE(0--11) 3856-2030, 3856-4528 e 3856-3058E-MAILagricola.estado@grupoestado.com.br

O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2008 | 02h21

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