Espaço dos leitores

Jacu bebe água da piscina e come jerivásGostaria de obter informações sobre uma ave que apareceu no meu jardim. Ela toma água da piscina e come coquinhos (jerivás) e mamão que coloco para os sabiás. Ela se parece com uma galinha d?angola, com uma crista azulada e uma papada vermelha. Suponho que seja jacu ou mutum, aves praticamente extintas em nossa região.Luiz Antonio MazzuccoItu (SP)Pelas fotografias enviadas pelo leitor, a criadora Maria Virgínia Franco da Silva, membro da Associação Brasileira dos Criadores de Aves de Raças Puras, diz que se trata de um jacu. "Entretanto, como o jacu é uma ave nativa e só pode ser criado em cativeiro com a devida autorização do Ibama, não é interessante fornecer detalhes de como criá-lo, pois nada melhor do que deixar a ave em seu hábitat natural", afirma a criadora. Ainda conforme Maria Virgínia, pela foto, é provável que a ave seja da variedade jacupemba, embora ela ainda esteja com coloração amarronzada. "Esse tom amarronzado pode indicar que seja uma ave jovem, pois o adulto é preto", diz a criadora. "Fica um pouco difícil determinar a variedade porque as fotos estão sombreadas, mas de qualquer forma é um jacu." Outras informações podem ser obtidas no site www.abcaves.com.br ou pelo tel. (0--11) 5667-3495. Folha de nenhuma espécie vai no vinhoHá alguma contra-indicação no uso de folhas de figo na fabricação de vinho? Elas podem ser usadas para tirar o gosto ruim da bebida?Cid NielsenSão Roque (SP)O pesquisador da área de Enologia da Embrapa Uva e Vinho Giuliano Elias Pereira informa que não há informações sobre a utilização de folhas de figueira na produção de vinho. "Na verdade, se as folhas forem colocadas em contato com o mosto (sumo) durante a fermentação, alguns compostos desagradáveis poderão ser extraídos, comprometendo a qualidade dos vinhos", afirma Pereira. Mesmo se folhas forem adicionadas após a elaboração do vinho, o pesquisador acredita que também pode comprometer a qualidade final da bebida. "A técnica pode ter sido adotada em produções artesanais, mas, em testes científicos, é desconhecida." Para o diretor-técnico da Associação Catarinense dos Produtores de Vinhos Finos de Altitude (Acavitis), Saul Bianco, a adição de folhas da figueira no vinho pode ser considerada fraude, já que o vinho é produto derivado exclusivamente da fermentação de uvas maduras. "As folhas de figo são usadas na fabricação de licores caseiros, mas jamais na produção de vinho." O pesquisador Luiz Antenor Rizzon, também da Embrapa Uva e Vinho, diz que não se justifica, sob o ponto de vista técnico, a utilização de folhas da figueira na produção de vinho. "Eventualmente, essas folhas poderiam contribuir com algum nutriente, para favorecer o desenvolvimento de leveduras e, conseqüentemente, a fermentação alcoólica. Essas folhas, porém, poderiam contribuir com o gosto e o aroma herbáceos, prejudicando a qualidade da bebida." Embrapa, tel. (0--54) 3455-8000; Acavitis, www.acavitis.com.br. Manga-maçã: há duas variedadesHá anos o IAC produziu uma variedade de manga, que não se encontra no mercado, chamada manga-maçã, cujas características são casca fina, sem fibras, doce, saborosa e com o tempo de maturação maior (após colheita), ou seja, mais durável. Não seria interessante para exportação? Onde posso encontrar mudas?Luiz Fernando Toledo BarrosGuarujá (SP)De acordo com o pesquisador do Instituto Agronômico (IAC-Apta), em Campinas (SP), Nilberto Bernardo Soares, existem duas variedades de manga com esse nome, porém ambas são de casca e coloração amarela, o que, por si só, é um fator de baixa aceitação pelo mercado externo. A primeira foi introduzida em São Paulo em 1954, tem forma ovalado-cordiforme, pesa entre 200 e 275 gramas, tem casca verde, com laivos amarelos; polpa aquosa, sabor insípido, fibrosa e levemente ácida. A segunda tem fruto ovalado, casca amarela esverdeada, polpa amarelo-dourada, firme, doce, aromática, fibras quase ausentes e muito sucosa, de boa qualidade para o consumo ao natural e altamente produtiva. As duas não constam na coleção de germoplasma do IAC; mudas da segunda maçã podem ser encontradas na Unesp, na unidade de Jaboticabal ou na Embrapa Semi-Árido. Embrapa Semi-Árido, tel. (0--87) 3862-1711; Unesp, tel. (0--16) 3209-2600. Sites oficiais têm dados sobre produçãoEstou prestes a realizar um concurso da polícia civil e um dos itens do edital diz "Produção agropecuária e sua distribuição". Tenho acompanhado o Agrícola, porém as informações sobre produção agropecuária vêm por cotações de preços, mas preciso de mais dados. Gostaria que me orientassem onde posso encontrar informações como principal bacia leiteira, maior produtor de grãos (soja, milho, café), produção agropecuária por Estado, etc.Fabrício Vieira Hernandezfabricioespeleologo@hotmail.comO site do Ministério da Agricultura (www.agricultura.gov.br), link Estatísticas, disponibiliza dados da produção agropecuária por Estado, como rebanho bovino e produção de carne e de leite por unidade da Federação. Outra opção é o Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, cujo banco de dados informa, por exemplo, a área e a produção dos principais produtos agropecuários do Estado de São Paulo. O site do IEA é www.iea.sp.gov.br, link Banco de Dados. Já a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), também da Secretaria de Agricultura paulista, disponibiliza, no www.cati.sp.gov.br, link Mapas Agrícolas, as principais atividades agrícolas de São Paulo, por ordem alfabética. Outro serviço da Cati é o Levantamento Censitário de Unidades de Produção Agropecuária (Lupa), de estatísticas agrícolas referentes à área cultivada, população da zona rural, infra-estrutura e produção agropecuária em mais de 300 mil propriedades. O site da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), www.conab.gov.br, link Central de Informações Agropecuárias, possui dados estatísticos sobre a safra de grãos, café e cana-de-açúcar, atuais e históricos. Onde informar-se sobre minianimaisCostumo guardar alguns exemplares do Agrícola. Mas perdi um número que me interessava, com uma reportagem sobre minibovinos. Vocês poderiam me passar alguns dados da reportagem e o contatos dos criadores, pois tenho alguns minianimais, mas em pequena escala, e gostaria de ter mais informações sobre esta criação.Maria Rita Murano GarciaCampo Grande (MS)A reportagem foi publicada no dia 12 de dezembro de 2007. Entrevistamos criadores de Campinas, Itu e de Diadema (SP), e de Viamão (RS). Ideal é entrar em contato com as entidades do setor, que podemfornecer mais dados sobre a criação e até indicar alguns criadores. São duas as associações: a Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Pônei (APCCPônei), em Belo Horizonte (MG), tel. (0--31) 3371-3797, e a Associação Brasileira dos Criadores de Mini-Horse (ABCMH), em Avaré (SP), tel. (0--14) 3733-9443.

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