Espaço dos leitores

Como atrair beija-flor para o apartamento Moro em Londrina, no 8.º andar de um apartamento e gostaria de saber se é possível que beija-flores passem a freqüentar minha varanda. Apenas uma vez vi um beija-flor que rapidamente veio e foi embora. Será que eles chegariam se eu tivesse as flores que eles gostam mais? Dirce A. de Domenico Monteiro Londrina (PR) Segundo o jornalista Luiz Roberto de Souza Queiroz, para um beija-flor não há problema em voar até o 8.º andar de um apartamento ou mesmo mais alto, porém, se não houver alimento disponível, ele vai apenas espiar, explorando a área, e irá embora, em busca de flores ou alimentadores artificiais. Ocorre, porém, que muitas das espécies nativas de beija-flores são migratórias e assim é freqüente que avezinhas de outros Estados cheguem ao Paraná, quando então começam a explorar o ambiente para achar alimento e marcar território, pois é comum que essa ave se considere ?dona? de um bebedouro ou de uma árvore e lute contra outros que tentem se alimentar no mesmo local. "Essas lutas podem levar à morte", afirma. No caso do apartamento, Queiroz diz que o ideal é colocar um bebedouro com bocal em forma de flor (colorida, pois o beija-flor é atraído pela cor), peça barata e encontrada em loja de produtos para animais. "É importante não colocar açúcar demais, 1 copo de açúcar para 5 de água é o indicado para não atrair abelhas, além de lavar o bebedouro a cada dia", observa. "O problema é que se o açúcar fermentar, cria-se um fungo que se instala na garganta do beija-flor e o mata por asfixia." Se a opção for por flores, o livro Aves brasileiras e plantas que as atraem, de Johan Dalgas Frisch, recomenda as espécies ixora-rei, tecomária, russélia, lantana e maria-sem-vergonha como as preferidas da ave. O livro, raro, pode ser encomendado com o próprio autor, pelo tel. (0--11) 3814-8000. Mal das laranjeiras é a leprose dos citros Tenho em meu sítio, em Itu (SP), cerca de 30 plantas - seleta, natal, pêra do rio, valência, baia, baianinha, dentre outras, com idade que variam entre 3 e 14 anos. Há 2 anos apareceram umas pintas nos frutos; no início foram poucas as árvores atingidas. Duas delas foram mais atacadas, cortei os pés e os queimei. No ano seguinte, o ataque foi mais intenso, em quase todas as árvores. Consultei então um agrônomo que indicou um produto a ser pulverizado. Segui toda a prescrição e a infestação foi maior ainda no outro ano. Os frutos ficam pintados, alguns atrofiados, os ramos ficam manchados, secam e morrem. Estou fazendo uma poda de limpeza, mas não sei como resolver essa situação. Luiz Fernando Botelho Martins São Paulo (SP) Considerando a descrição do problema e os sintomas presentes na maioria dos frutos, vistos pelas fotos enviadas, o pesquisador Francisco Ferraz Laranjeira, fitopatologista da Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical, afirma que se trata da leprose dos citros. Segundo ele, a leprose é uma doença causada por um vírus (vírus da leprose dos citros), que é transmitido pelo ácaro da leprose (Brevipalpus phoenicis). "Geralmente os sintomas são localizados em alguns ramos e frutos, mas as fotos indicam que as plantas estão com um nível de infecção muito alto, pois até sintomas em folhas são observados", explica. Como tratamento, Laranjeira indica a poda de todas as partes das plantas que apresentem sintomas e a aplicação de produtos acaricidas. "Não adianta fazer a poda sem a aplicação do acaricida, pois os ácaros que estão na planta tornarão a inocular o vírus", observa. "Da mesma forma, não resolve apenas aplicar o acaricida, pois outros ácaros que sejam levados pelo vento para as plantas adquirirão o vírus das plantas que não foram podadas." A intensidade da poda - ou mesmo a eliminação das plantas - e a prescrição de um acaricida específico devem ser recomendadas por agrônomo que avalie as plantas in loco. "No futuro, inspeções rotineiras ajudariam a detectar o problema no início, facilitando o controle." Mais informações podem ser obtidas por e-mail: chico@cnpmf.embrapa.br ou por tel. (0--75) 3621-8090. Onde achar sementes e mudas de embaúba Tenho uma chácara em Sorocaba e gostaria de plantar algumas mudas ou sementes de embaúba (Cecropia glaziovii). Tenho procurado em vários locais, mas não consegui encontrar essa espécie. Só encontrei outro tipo de embaúba, a hololeuca. Emi Oishi São Paulo (SP) O viveiro Arbórea Ambiental, em São Francisco Xavier (SP), possui sementes e mudas das espécies de embaúba Cecropia pachystachya e Cecropia hololeuca. As sementes custam R$ 45 o quilo e as mudas com 35 centímetros de altura, R$ 2. Informações no telefone (0--12) 3926-1429.Segundo a viveirista Patricia Prado, todas as espécies de embaúba cumprem um mesmo papel na natureza: além de muito ornamentais, são árvores muito importantes para reflorestamentos, pois têm um crescimento rápido. As espécies estão espalhadas por toda a costa brasileira. "Suas folhas são o principal alimento do bicho-preguiça e seus frutos são muito procurados por aves e outros animais", observa. Cedrinho pode estar com problema de raiz Tenho uma cerca viva de cedrinhos, plantados há 22 anos, perto de São Roque. No ano passado, as pontas verdes começaram a morrer e a cerca secou. Um técnico disse tratar-se de fungo e pulverizou veneno, mas não resolveu. O que fazer? Marco Antonio Adade São Paulo (SP) Os especialistas dizem que há várias possibilidades. "Pode ser problema de raiz ou de nutrição. Quando é deficiência nutricional, o dano é igual em todos os lados da planta. Em ataques de doenças, pode ser só de um lado", explica o professor da área de silvicultura urbana do Departamento de Ciências Florestais da Esalq/USP, Demóstenes Ferreira da Silva Filho. Ele diz que os cedrinhos são árvores perenes e resistentes, que duram muitos anos. "As raízes podem ser atacadas por umidade em excesso no solo ou por alguma praga." Nestes casos, será preciso retirar a planta, incluindo as raízes, trocar a terra e plantar uma nova muda. "Mas antes disso, pode-se tentar uma poda, para ver o que acontece", recomenda Antonio Natal Gonçalves, colega de departamento de Silva e professor de fisiologia de espécies arbóreas. "Muitas vezes essas secas acontecem sem que a planta morra. Retire toda a parte seca e espere para ver se rebrota. Além de danos à raiz, pode ter ocorrido falta ou excesso de água, ou ainda haver excesso de matéria orgânica no solo, o que provoca deficiência de cobre. Se a planta rebrotar, é sinal que o problema foi sanado. Caso contrário, renove a parte afetada." Flamboyant precisa de mais espaço Tenho uma muda de flamboyant de pouco mais de um ano, plantada em uma lata de 3,6 litros. Ultimamente, venho notando que suas folhas estão ficando amarelas e caindo, e ele já não produz mais galhos como antes, quando eu o comprei. Gabriel Arruda São José do Rio Pardo (SP) Com base na descrição feita pelo leitor, o engenheiro agrônomo Ronan Pereira Machado afirma que tudo indica que a planta necessita ser transplantada para uma embalagem maior ou mesmo ir para o local definitivo, onde terá um espaço maior para se desenvolver, além de receber um substrato (composto) novo com mais nutrientes e com boa aeração. "O substrato da embalagem atual deve estar esgotado em relação a nutrientes e o tamanho da lata deve estar incompatível com o tamanho da muda", explica. Tel. (0--19) 3807-2232.

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