Espaço dos leitores

Roseira precisa de poda drásticaQueria dicas para cuidar das roseiras, cujas folhas apresentam-se amareladas, parecendo ferrugem, e caem facilmente.Elmo SarettoSão Paulo (SP)O especialista Arno Boettcher, da Roselândia, diz que a doença que está atacando a roseira é a pinta-preta e a queda pode ser em função da falta de poda ou de poda muito antecipada. O especialista ressalta que este ano houve muitos dias nublados durante o outono, o que também ajudou a intensificar a queda das folhas das roseiras. Ele explica que há duas podas da roseira. A anual, que deve ser feita na entrada do inverno, e a de limpeza, após o florescimento. Para o caso da leitora, ele aconselha a poda drástica, que deve ser feita até o fim de julho. Podar na altura de 25 a 30 centímetros do solo. Depois, fazer uma boa adubação: para cada metro quadrado, usar 10 a 15 quilos de adubo orgânico, 200 gramas de farinha de osso e 100 gramas de NPK (10x10x10). Para finalizar, fazer uma cobertura com a grama do jardim mesmo, cortado, de 5 a 10 centímetros, e regar duas vezes por semana. As regas devem ser feitas apenas em dias de sol. Nunca em dias nublados. Em 50 dias, garante Arno, as roseiras voltarão a florescer. "Depois da floração, é hora de fazer a poda de limpeza, cortando a flor velha abaixo da segunda folha. Isso vai fazer com que a roseira rebrote", destaca o especialista. Ele aconselha ainda a adubar a roseira a cada 60 dias, com 50 gramas de NPK (10x10x10) por metro quadrado. E no próximo inverno repetir a poda anual. O especialista destaca, entretanto, que o Vale do Ribeira é uma região quente e úmida, o que aumenta a incidência de doenças como a pinta-preta. Por isso, a dica é fazer aplicações preventivas com fungicida à base de cobre a cada 15 dias, para evitar que essas doenças apareçam. "Quando houver uma chuva muito prolongada, pode aplicar o cobre assim que a chuva parar", orienta. Mais informações no site: www.roselandia.com.br ou tel. (0--11) 4703-5332. Pitaia não vai bem em lugares quentesGostaria de informações sobre pitaia, pois minha planta está com os ramos amarelados e o tronco, desgastado.Edson Sakashi de Britobrito@uol.com.brConforme o agrônomo Ryosuke Kavati, da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), da Secretaria de Agricultura de São Paulo, a pitaia é uma planta do grupo dos cactos, que cresce apoiada em qualquer estrutura, como árvores, ou estrutura própria em cultivos comerciais. O plantio se faz com uma parte da planta, previamente enraizada. Embora do ponto de vista comercial seja preferível o plantio de espécies que produzem frutos de casca avermelhada e polpa vermelha, no Brasil há muitos plantios com a espécie que produz frutas de casca avermelhada e polpa branca. "A espécie colombiana, que produz frutos com a casca amarela, é indicada para regiões de clima mais ameno. Em São Paulo, para ser própria para o cultivo desta espécie, a região deve ter altitude próxima a mil metros", diz. Ainda segundo Kavati, a pitaia é uma planta bastante rústica, que não exige grandes trabalhos em seu cultivo, e a colheita ocorre de dezembro a abril. Em relação ao problema relatado pelo leitor, o agrônomo diz que, em localidades muito quentes e com exposição direta ao sol, é comum a planta sofrer lesões (queimaduras) e apresentar os sintomas descritos. A recomendação é que o leitor procure a Casa da Agricultura de Águas de Lindóia, tel. (0--19) 3824-3116, para um diagnóstico mais preciso. Para obter mais informações sobre pitaia, outra opção é a Estação Experimental Santa Luzia, em Guareí (SP), que pesquisa e tem cultivos de pitaia rosa e amarela. Site: www.frutasexoticas.com.br; tel. (0--15) 3258-2023. Casca de fruta serve de adubo orgânicoGostaria de saber se cascas de laranja, poncã e mexerica (frutas cítricas) podem ser usadas para a formação de adubo orgânico junto com cascas de ovos, restos de comida e restos de frutas.José Tanishojttanisho@yahoo.com.brDe acordo com o agrônomo Silvio Roberto Penteado não há problemas em usar cascas de frutas cítricas para fazer adubo orgânico. Segundo ele, o composto caseiro pode ser feito com materiais de fácil decomposição, como restos de verduras e frutas, papéis picados, mato capinado, grama, cinzas de madeira e esterco de animais, e também com outros de maior dificuldade, como capins, mato picado, gravetos e palhas. O agrônomo dá a seguinte receita de adubo orgânico caseiro: abra um buraco na terra de 1 metro de profundidade por 2 metros de largura e de comprimento em um terreno seco e não encharcado. Monte a pilha com o material disponível em local plano e de preferência coberto (pode ser sob uma árvore). Em camadas, coloque todo o material a ser compostado. Na parte de baixo deixe sempre uma camada de material rico em carbono e fibras, como palhas e capins secos. Faça uma camada fina de restos de comida, esterco, etc., e molhe sem excesso. Cubra esta camada novamente com palhas e capins. A primeira e a última camada devem ser de material rico em carbono e fibra. Repita a operação de novas camadas, sempre intercalando material seco e material orgânico, finalizando com o primeiro. Para evitar moscas, coloque uma camada de 1 a 2 centímetros de terra sobre o material orgânico. Revolva a mistura de 3 a 4 vezes a cada 15 dias, para que ela receba luz e ar igualmente e fique com a temperatura homogênea. Verifique se a umidade do material está correta apertando a massa (deve sair somente um pouco de água). Tampe ou cubra o material, deixando entradas de ar. Irrigue a pilha duas vezes por semana. O adubo estará pronto para ser usado quando a mistura estiver fria, sem cheiro desagradável e completamente decomposta. E-mail: silvio@agrorganica.com.br.

O Estado de S.Paulo

30 de julho de 2008 | 01h40

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