Espaço dos leitores

Fruto de sapucaia é comestível e saborosoVisitei uma amiga e em sua propriedade havia uma árvore chamada sapucaia. Os frutos estavam abrindo e derrubando uma espécie de castanha. Gostaria de saber se estas castanhas são comestíveis e onde poderia adquirir mudas desta árvore.Joana Rosalesr.joana25@yahoo.com.brA sapucaia, também conhecida por outros nomes populares como sapucaia-mirim, sapucaia-miúda, sapucaia-branca, sapucaiú e cumbuca-de-macaco, pertence à família das Lecythidaceae e possui várias espécies dentro do gênero Lecythis, explica o agrônomo Rafael Gontijo Baêta Neves, do Departamento de Sementes, Mudas e Matrizes, da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati). Segundo ele, destacam-se as espécies Lecytjis pohli, L. vasiformis, L. lacunosa e L. pisonis. A árvore pode atingir de 20 a 30 metros de altura (ou de 10 a 20 metros quando cresce isolada), com o tronco atingindo de 50 a 90 centímetros de diâmetro. A sapucaieira, diz o agrônomo, é uma fruteira que raramente é cultivada. Seu habitat são as regiões de mata pluvial atlântica e pode ser encontrada desde Pernambuco até o Rio de Janeiro. "Uma curiosidade é que suas folhas adquirem tom rosado quando jovens", destaca. Quanto aos frutos, Neves explica que são cápsulas lenhosas deiscentes (que se abrem na maturação liberando as sementes ) de até 1,5 quilo, contendo de 15 a 25 sementes (castanhas). Ele afirma que as castanhas são comestíveis e saborosas, muito apreciadas pela fauna. Os frutos amadurecem entre julho e setembro. A produção de mudas é simples. "Tão logo sejam colhidas, sem nenhum tratamento, devem ser colocadas diretamente em recipientes individuais contendo substrato preparado de terra, de preferência de textura média, e matéria orgânica curtida. As sementes devem ser cobertas por uma camada de cerca de 1 centímetro do substrato", ensina. As mudas devem ser irrigadas duas vezes ao dia e os recipientes, mantidos em local sombreado. A emergência ocorre entre 40 e 70 dias e a taxa é apenas moderada. "O desenvolvimento das plantas em campo é lento e deve atingir 2,5 metros apenas em torno de dois anos." O Departamento de Sementes, Mudas e Matrizes da Cati, por meio de seus Núcleos de Produção de Mudas de Marília, tel. (0--14) 4344-4188; Pederneiras, tel. (0--14) 3283-3030; e Tietê, tel. (0--15) 3282-1919, produzem mudas de sapucaia para comercialização. Arar o solo ajuda a combater fungoTenho um sítio na região de Mairinque (SP) que está com a terra contaminada, conforme relatório de diagnóstico, com a bactéria Fusarium. O problema torna a terra pouco produtiva, principalmente na colheita de feijões, que ficam pretos e deteriorados. Como resolver o problema? Uma solução seria usar sementes de feijão tratadas, mas onde achá-las?Michel Airosamichelairosa@gmail.comO pesquisador Alisson Fernando Chiorato, do Instituto Agronômico (IAC-Apta), esclarece que o Fusarium é um fungo e não uma bactéria e que, realmente, onde entra causa contaminação do solo. Segundo ele, uma das formas de combatê-lo é realizar a aração do solo, para deixar o fungo exposto e, consequentemente, diminuir sua concentração no solo. "Umas das formas de contaminação do Fusarium na planta de feijão é por meio de solos compactados, pois a raiz do feijão tem um menor desenvolvimento, facilitando a colonização do fungo", explica. Como forma de controle, Chiorato cita um produto feito à base de um outro fungo, o Trichoderma, que pode ser adquirido em revendas agrícolas ou até mesmo pela internet. "Algumas propriedades no Estado de São Paulo estão trabalhando com esse método de controle biológico do Fusarium", afirma. O uso é simples, basta aplicar o produto sobre o solo, na área contaminada. Aliado ao controle biológico, continua o pesquisador, deve-se fazer a rotação de culturas, principalmente com gramíneas, como milho e sorgo, ou então realizar o plantio de adubos verdes, como mucuna preta, crotalária e tremoço. "Deve-se evitar a semeadura consecutiva de feijão, que só aumenta a concentração do patógeno", afirma, destacando que essas medidas são eficazes contra o Fusarium spp. No Centro de Produção de Sementes do Instituto Agronômico, em Campinas (SP), há cultivares de feijão menos sujeitas à incidência do fungo. IAC, tel. (0--19) 3241-5188. Lichia: como fazer poda de limpezaGostaria que me orientassem sobre poda de lichia. Plantei uma árvore há cinco anos e agora ela deu os primeiros frutos. Devo ou não fazer uma poda de limpeza para melhorar a aeração da planta? Em que mês?Luiz Toshiro Okamotoluiz.toshiro@gmail.comO consultor Amauri Tadeu Peratelli, presidente da Associação Brasileira de Lichia e Longana (Abrali), diz que, embora a planta do leitor seja ainda muito jovem para ser podada, pode-se fazer uma poda simples, de limpeza. "Deve-se retirar apenas os galhos secos e quebrados, de preferência depois do término da colheita", afirma o consultor. Sobre a poda de aeração, Peratelli diz que a prática não é necessária na lichieira. "Uma dica é colher os cachos de frutos cortando o galho com uma tesoura de poda a 15 a 20 centímetros da base do cacho." Essa poda, explica, elimina a parte desgastada do galho produtivo e aumenta as chances de ele vir a produzir novamente no próximo ano. Informações pelo e-mail amauri204@terra.com.br. Leitor procura edições do ?Agrícola?Sou colecionador do Suplemento Agrícola e gostaria de encaderná-los. Mas estão faltando alguns números (2710, 2718, 2720, 2721, 2723, 2724, 2725, 2726, 2728, 2730, 2738, 2742, 2744, 2745, 2747, 2748, 2760, 2762, 2766, 2768, 2769). Como faço para consegui-los?Antonio Geraldo CavalcantiRio de Janeiro (RJ)O leitor pode procurar o Arquivo do jornal O Estado de S.Paulo. O telefone é (0--11) 3856-2866. O leitor Antonio Carlos possui exemplares do Agrícola do n.º 2.727 ao nº 2.747 para doações. Contato pelo e-mail digitacoesacs@hotmail.com. Quem tiver os números do Agrícola solicitados pelo leitor e quiser doar, pode entrar em contato pelo e-mail: arrighi@fradema.com.br. Viveiro vende mudas da planta azedinhaOnde encontrar mudas de Rumex acetosa, planta que possui alta concentração do antioxidante resveratrol na raiz?Paulo Mazzaferapmazza@unicamp.brO viveiro Sabor de Fazenda, na capital paulista, vende mudas de Rumex acetosa, conhecida por azedinha. Cada muda custa R$ 3. Segundo o viveiro, na medicina popular, a planta é tida como depurativa do sangue e diurética, além de ser rica em vitamina C e cálcio. Tem uso limitado pela grande quantidade de oxalato de cálcio, que, se consumido em excesso, pode ser prejudicial aos rins. Porém, quando a planta é escaldada, perde grande parte de seus ácidos oxálicos, tornado-a mais própria ao consumo. Tel. (0--11) 2631-4915.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.