Especialista pede uso de tendas para triagem de gripe

O infectologista da Universidade Federal do Rio de Janeiro Edimílson Migowski sugere que os Estados e municípios montem tendas para fazer a triagem dos doentes, assim como aconteceu em 2008, durante a epidemia de dengue no Rio. ?A partir do momento em que temos a transmissão sustentada, devemos melhorar as condições de atendimento, montando postos ou tendas para dar um fluxo maior, como foi feito na época da dengue?, afirma.

RIO, Agencia Estado

18 Julho 2009 | 08h34

Para ele, com a constatação de que o vírus A (H1N1) já circula no País, o governo terá dificuldades para garantir a assistência dos pacientes com suspeita da doença, caso não monte um esquema especial. As secretarias municipal e estadual de Saúde informaram que a medida não é cogitada no momento, mas não descartam o uso de tendas para informar a população, caso haja um grande aumento da procura na rede hospitalar.

O Estado percorreu durante a semana as principais emergências particulares do Rio e constatou que elas estão lotadas de pacientes com sintomas de gripe. Apesar de ser normal um aumento da procura nessa época do ano - porque o inverno aumenta o número de doenças respiratórias, como a influenza sazonal - os hospitais particulares visitados estimam um crescimento de até 20% do número de atendimentos. ?Agora (a doença) está começando a atingir um grupo mais representativo da população brasileira, e tenho medo que, sem estrutura avançada de atendimento para separar os casos graves dos brandos, a letalidade possa aumentar?, diz Migowski.

Dificuldade respiratória, dores no peito e o reaparecimento de febre alta são os principais sinais de que o organismo não está reagindo bem ao vírus da Influenza A (H1N1). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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