Espera por medidas na Europa faz dólar fechar quase estável

O dólar encerrou praticamente estável ante o real nesta segunda-feira, em uma sessão marcada pelo fraco volume de negociações e cautela dos operadores, que ainda aguardam medidas da Europa para conter a crise na região.

DANIELLE FONSECA, Reuters

06 de agosto de 2012 | 17h44

A moeda norte-americana fechou com leve alta de 0,07 por cento, cotado a 2,0293 reais na venda. Durante todo o dia, o dólar oscilou pouco, entre 2,0245 reais e 2,0330 reais.

"O mercado teve ausência de fluxo e volume fraco. Acho que está esperando mais um ou dois dias para fazer uma leitura melhor do cenário externo", disse o operador de câmbio da Renascença Corretora José Carlos Amado.

Para ele, apesar da estabilidade desta segunda-feira, a moeda norte-americana tem tendência de ligeira queda frente ao real, em função de uma melhora no exterior. "Podemos ter alguns dias de trégua no exterior e pode começar a vir mais fluxo para cá", acrescentou.

Nesta segunda-feira, as principais bolsas tiveram mais um dia de alta, com investidores mantendo o otimismo visto na sexta-feira após as declarações do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, indicando que a autoridade monetária pode comprar títulos da Espanha e da Itália, e de dados melhores de emprego nos Estados Unidos.

Esse otimismo também ajudou o dólar a registrar leve desvalorização ante uma cesta de divisas, com queda de 0,13 por cento, às 17h37 (horário de Brasília).

O operador ainda citou que a divisa norte-americana, mesmo com a ligeira tendência de alta, deve continuar a oscilar dentro da banda informal de 2 a 2,10 reais, faixa que o mercado acredita que o governo prefere para o dólar.

Nesta segunda-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, voltou a afirmar que o dólar acima de 2 reais é bom para a indústria e competitividade dos produtos brasileiros. Mantega disse ainda que o governo deve tomar mais medidas para estimular o investimento no Brasil.

"Ele (o governo) se esforçou para deixar o dólar nesse patamar e o mercado já vem há muito tempo dentro dessa gaiola", disse Amado.

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