'Esperava que o papa aceitasse o convite', diz CNBB

O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e arcebispo de Aparecida, cardeal d. Raymundo Damasceno Assis, ficou sabendo que o papa Francisco irá a Aparecida pela entrevista que a presidente Dilma Rousseff deu à imprensa após ter sido recebida em audiência, na manhã desta quarta-feira, no Vaticano.

JOSÉ MARIA MAYRINK, Agência Estado

20 de março de 2013 | 13h50

"Eu esperava que o papa aceitasse o convite, porque a reação dele foi muito boa quando entreguei uma carta na Casa Santa Marta, após o conclave, pedindo que, depois de participar da Jornada Mundial da Juventude,(JMJ) no Rio, estendesse a viagem a Aparecida", declarou d. Damasceno, surpreso com a divulgação da notícia pela presidente da República. O evento vai acontecer em julho.

D.Damasceno revelou que, ao ser convidado para ir ao Santuário Nacional da Padroeira do Brasil, o papa Francisco lhe disse que gostaria de voltar a Aparecida, porque gostou muito da cidade, quando passou lá 20 dias durante a 5ª Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, em maio de 2007.

"Recebo com alegria e gratidão a notícia de que o papa Francisco aceitou o convite para ir a Aparecida, porque, se ele vai ao Rio e ao Santuário Nacional da Padroeira, estará visitando, de alguma maneira, todos os brasileiros", disse o cardeal. Ele acrescentou que, ao voltar neste fim de semana ao Brasil, começará imediatamente a cuidar dos preparativos para receber o papa.

Também o arcebispo do Rio, d. Orani João Tempesta, anfitrião da JMJ, recebeu com satisfação a notícia sobre Aparecida. Ele está em Roma com dois de seus bispos auxiliares para discutir com a Santa Sé novos detalhes da visita do papa, pois a eleição de Francisco, após a renúncia de Bento XVI, sugere alterações importantes.

"O novo papa poderá ter um programa mais extenso e, sendo assim, estamos sugerindo que, além de ir ao Cristo Redentor, no Corcovado, ele inclua na programação visitas a uma favela, a um centro de recuperação de drogados e a uma prisão, tudo ligado aos jovens, que são o centro de atenção na Jornada Mundial da Juventude."

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