Esporte brasileiro registra 20 casos positivos desde o início do ano

O positivo de Daiane dos Santos só faz aumentar uma triste estatística: no ano em que o País conquistou o direito de receber a Olimpíada de 2016, a ginasta é o 20º caso de doping no esporte brasileiro registrado nesta temporada. O atletismo é a modalidade recordista de flagrantes - foram 13, e cinco deles de uma só vez. O maior escândalo de doping no Brasil foi desvendado em agosto, às vésperas do Mundial de Berlim, na Alemanha. Os atletas Bruno Lins, Jorge Célio Sena, Luciana França, Lucimara Silvestre e Josiane Tito foram flagrados pela utilização da eritropoietina (EPO).

Amanda Romanelli e Valéria Zukeran, O Estadao de S.Paulo

31 Outubro 2009 | 00h00

Seus técnicos, Jayme Netto Júnior e Inaldo Sena, admitiram ter permitido a aplicação da substância proibida, cuja principal propriedade é o aumento da oxigenação do sangue. Teriam seguido a recomendação do fisiologista Pedro Balikian, que, segundo Jayme, recomendou o uso da EPO para auxiliar na recuperação dos competidores antes da principal competição do ano. Não contavam, contudo, que um exame-surpresa, realizado em Presidente Prudente, desvendasse o esquema. Todos os atletas envolvidos no caso estão suspensos por dois anos e ainda aguardam julgamento do STJD da Confederação Brasileira.

O segundo esporte com o maior número de casos é o ciclismo. Alex Diniz, Cleberson Weber, Alex Arsenio e Alcides Vilela foram flagrados também pelo uso de EPO em exame realizado na Volta de Santa Catarina, em abril. Diniz, de 23 anos, foi o campeão da disputa. Por causa do alto custo da contraprova, todos os atletas assumiram a ingestão da substância ilegal e estão suspensos. A natação, por sua vez, teve o positivo de Lorena Rezende, no Troféu José Finkel, em setembro.

Mariana Ohata também entrou na lista e recebeu a punição mais rigorosa. Reincidente, a triatleta foi suspensa por seis anos e deve encerrar a carreira, depois de suas três participações olímpicas. Coincidentemente, ela foi flagrada por uso de furosemida, o mesmo diurético do exame positivo de Daiane. Até o resultado positivo, Mariana era atleta do clube Pinheiros, assim como a ginasta campeã mundial. Mas, punida, perdeu o apoio da agremiação, o que não deve ocorrer com Daiane.

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