Esquema da reunião abre ciclo de 4 anos

Análise Roberto Godoy

É JORNALISTA DO ESTADO, O Estado de S.Paulo

29 Maio 2012 | 03h03

A operação da Defesa na garantia da Rio+20 vai custar cerca de R$ 150 milhões. Mobilizará entre 12 mil e 14 mil militares do Exército, da Marinha e do Exército - inclusive as sombrias Forças Especiais, de Goiânia. Delas, por doutrina, não se deve saber muito. É o começo de um longo e complexo ciclo de eventos, que terá uma visita do papa Bento XVI, em julho de 2013. Logo depois, a Copa das Confederações, teste para a Copa do Mundo, em 2014. Em 2016, os Jogos Olímpicos. O investimento total do governo c0m a segurança do conjunto é estimado em R$ 1,5 bilhão.

O programa prevê a criação de centros integrados de comando, controle, comunicações e inteligência, como o que foi apresentado ontem, no Rio. Também serão adquiridos e recuperados equipamentos. A frota de helicópteros prontos para uso precisa chegar a 84 aeronaves em quatro anos. A Rio+20 funcionará como uma espécie de laboratório. A movimentação dos chefes de Estado será feita sob supervisão e escolta. O espaço aéreo permanecerá fechado no Rio em determinadas situações. Navios da força naval e os mergulhadores de combate Grumec (time de elite inspirado pelos Seal dos EUA, os mesmos que conduziram o ataque ao esconderijo de Bin Laden no Paquistão) vão atuar na orla. O Exército deslocará blindados, tropas e equipes especializadas. A coordenação desse contingente será feito por meio de cinco diferentes centros de comando.

O comando conjunto militar e civil terá salas de situação para agregar informações. Até 2014, sete unidades estarão em funcionamento. Essa rede, associada à malha eletrônica existente, é a responsável pela proteção cibernética. bloqueando ações hostis.

No campo das ações estará o pessoal das Forças Especiais - entre 3 mil e 4 mil militares -, cujo trabalho é mantido sob sigilo. A missão das equipes será, por exemplo, a prevenção "com emprego da força necessária" de atentados de grupos extremistas.

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