'Estadão' e FCB Brasil lançam projeto #somosmaisque16porcento

'Estadão' e FCB Brasil lançam projeto #somosmaisque16porcento

Plataforma digital quer ajudar São Paulo a ter mais ruas com nomes de mulheres

O Estado de S. Paulo

25 de janeiro de 2017 | 07h23

Muitas ruas, avenidas e praças são um tributo a pessoas ilustres de nossa história. Entre elas, 84% são homenagens a homens, segundo dados de pesquisa realizada pela ProScore. A discrepância da representação das mulheres nas ruas da cidade levou o jornal O Estado de S. Paulo a lançar a #somosmaisque16porcento, campanha criada pela FCB Brasil.

 Além de promover a discussão sobre essa estatística, o projeto quer fazer da cidade um lugar mais diverso. Por isso é lançado no dia do aniversário de 463 anos de São Paulo, 25 de janeiro. “Os nomes das ruas das cidades brasileiras contam a história do País, porém, com estes números, que histórias estamos contando?”, questiona Joanna Monteiro, Chief Creative Officer da FCB.

Toda a ação acontece no site estadao.com.br/16porcento, onde qualquer pessoa pode indicar mulheres que merecem ter seus nomes nas ruas e avenidas da cidade e também votar nas sugestões dos outros leitores.

Ao entrar no site, o usuário consegue indicar uma mulher, enviar uma foto e escrever por que ela merece a homenagem em uma das treze categorias, como Ativismo, Política, Ciências, Cultura, Empreendedorismo e Saúde.

 “O Estadão abraça o projeto porque reconhece a importância da diversidade e da igualdade de gênero”, afirma o editor-executivo de produtos digitais Luís Fernando Bovo.

Em um mês, a ideia é montar um banco de dados de figuras femininas ilustres e entregar um documento para a Câmara dos Vereadores e incentivar a mudança dos 16%. De acordo com a Lei n° 6.454 de 1977, é proibido atribuir nome de pessoa viva a logradouros, obras, serviços e monumentos públicos, portanto, só serão válidas indicações de mulheres que já fizeram história no País.

 O site ainda conta com uma seção de curiosidades sobre a discrepância entre homens e mulheres nas ruas de São Paulo. Como, por exemplo, o fato de a cidade ter 1.170 ruas homenageando doutores e apenas 11 homenageando doutoras. O mesmo se aplica a professores: são  637 professores nomes de ruas e apenas 79 de professoras.

“Com esta ação não haverá mais desculpas para essa estatística continuar assim. Novamente o Estadão quer levantar questões importantes como a forma como as mulheres são retratadas na sociedade”, diz Joanna. O jornal e a agência já fizeram parcerias no projeto ‘Músicas de Violência’, ganhador do Leão de Ouro em Cannes, e na campanha #7minutos1denuncia, que expôs o problema da violência contra a mulher.

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