Estado de saúde de criança que ingeriu ácido é estável

Garoto deve permanecer em observação por mais duas semanas na UTI

Solange Spigliatti e Marcelo Portela, estadão.com.br

12 Abril 2012 | 12h12

SÃO PAULO - O garoto Allan Breno Castro, de 2 anos, que recebeu ácido no lugar de sedativo, continua internado em observação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica do Hospital Felício Rocho, em Belo Horizonte. Ele passa bem e seu estado de saúde continua estável, segundo boletim médico divulgado nesta quinta-feira, 12. Os médicos que cuidam da criança afirmam que o menino pode ter sequelas.

Segundo a unidade, a criança não apresenta febre e nem sinais de infecção, respira sem ajuda de aparelhos e não apresenta sinais de dor. Após o retorno do bloco cirúrgico nesta quarta-feira, Allan dormiu bem durante a noite, fator que favorece bastante o processo de cicatrização.

O menino continua em jejum, recebendo nutrição via venosa e a previsão é de que na próxima sexta-feira, seja iniciada a nutrição com alimentos naturais na forma líquida, por meio da sonda implantada nesta quarta por gastrostomia. O garoto deve permanecer em observação por mais duas semanas na UTI.

Allan foi internado no Hospital Infantil São Camilo no último domingo, 8, após sofrer uma queda. Ele seria submetido a uma tomografia porque sentia dor na cabeça, porém, ao invés de sedativo, a enfermeira deu ácido tricloroacético ao garoto, produto usado no tratamento de verrugas. Ele chegou a cuspir parte do ácido, mas depois os pais perceberam queimaduras na boca da criança.

O menino foi internado e, na terça-feira, 10, foi transferido para o Felício Rocho, onde foi internado na UTI. Segundo o coordenador do setor, Waldemar Fernal, Alan foi submetido a uma traqueostomia e gastrostomia para colocação da sonda. O garoto sofreu inflamação na boca, garganta e esôfago.

Em nota, o Hospital São Camilo confirmou o erro e informou que abriu sindicância interna para apurar o que ocorreu. Segundo a nota, a técnica de enfermagem responsável pela troca dos produtos permanecerá afastada de suas funções enquanto durar a apuração e o hospital continuará prestando assistência à criança e sua família. A Polícia Civil mineira instaurou inquérito para investigar o caso.

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