Estado Islâmico afirma ter executado segundo refém japonês

Militantes do Estado Islâmico disseram ter decapitado um segundo refém japonês, o jornalista Kenji Goto, o que levou o primeiro-ministro Shinzo Abe a prometer um reforço à ajuda humanitária para os adversários do grupo no Oriente Médio e a ajudar a trazer seus assassinos à justiça.

REUTERS

01 Fevereiro 2015 | 09h05

"Eu sinto intensa indignação perante este ato absolutamente cruel e desprezível de terrorismo", disse Abe com uma expressão sombria em uma reunião de emergência do gabinete na manhã de domingo, pouco depois de ter surgido um vídeo pretendendo mostrar a decapitação de Goto, após o fracasso dos esforços internacionais para garantir a sua libertação através de uma troca de prisioneiros.

O grupo islâmico linha-dura, que controla grande parte da Síria e do Iraque, divulgou o vídeo que mostra um homem encapuzado que está sobre Goto com uma faca em sua garganta, seguido de cenas de uma cabeça colocada na parte de trás de um corpo humano. O ministro da Defesa japonês Gen Nakatani disse que o vídeo parecia ser verdadeiro.

"Eu nunca vou perdoar esses terroristas", disse Abe. "O Japão vai trabalhar com a comunidade internacional para levar os responsáveis por este crime à justiça. O Japão nunca vai ceder ao terrorismo".

Quando o Estado Islâmico ameaçou Goto, 47, e Yukawa, 42, pela primeira vez, há duas semanas, o grupo justificou a sua atitude citando a promessa de Abe de 200 milhões de dólares em ajuda para os países que enfrentam o grupo militante.

Mas, em uma demonstração de desafio, Abe neste domingo prometeu aumentar ajuda em alimentos, medicamentos e outra ajuda humanitária para o Oriente Médio.

O Estado Islâmico havia dito que Goto foi preso com um piloto da Jordânia. Os esforços para conseguir sua libertação se concentraram sobre a possível libertação em troca de um suposto homem-bomba iraquiano preso na Jordânia há 10 anos. O vídeo não mencionou o piloto.

O presidente dos Estados Unidos Barack Obama disse que seu país condenou o "assassinato hediondo" e que iria continuar a trabalhar com os aliados para destruir o grupo islâmico linha-dura.

Grã-Bretanha e França também condenaram o assassinato.

Dirigindo-se Abe, o militante no vídeo disse: "Por causa de sua decisão imprudente de participar de uma guerra impossível de vencer, esta faca não irá abater apenas Kenji, mas também vai continuar a causar carnificina onde quer que seus povos sejam encontrados. Então, deixe o pesadelo para o Japão começar.".

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