Ed Ferreira/Estadão
Ed Ferreira/Estadão

Estamos trocando o comando para que o navio não afunde, diz Jucá

Senador cotado para assumir o Ministério do Planejamento do novo governo disse que não haverá caça às bruxas nem perseguição, mas destacou que não se vai aceitar agressões contra Temer

Ricardo Brito, Gustavo Porto, Isabela Bonfim e Luísa Martins, O Estado de S.Paulo

12 Maio 2016 | 06h35

BRASÍLIA - O presidente em exercício do PMDB, senador Romero Jucá (PMDB-RR), defendeu há pouco a abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff e usou de uma analogia com o filme "Titanic" para justificar a assunção do vice-presidente Michel Temer ao Palácio do Planalto com o provável afastamento da petista.

“Nós estamos trocando o comando para que o navio não afunde”, disse Jucá, em pronunciamento no Senado.

O senador, cotado para assumir o Ministério do Planejamento do novo governo, disse que não haverá caça às bruxas nem perseguição, mas destacou que não se vai aceitar agressões contra Temer.

Jucá questionou que o que está em discussão hoje no Senado é o cumprimento da Constituição, que prevê a adoção do impeachment. Ele citou o fato de que, em governos anteriores ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PT ingressou com mais de 50 pedidos de impedimento de governos anteriores. O peemedebista disse que hoje que os senadores estão votando o competente relatório do senador tucano Antonio Anastasia (MG).

Em relação às chamadas pedaladas fiscais, o senador disse que o governo saiu de um fluxo de caixa da ordem de R$ 2 bilhões para R$ 90 bilhões. Ele afirmou ainda que houve decretos que foram editados pelo governo sem o aval do Congresso. “Quantas impressões digitais são necessárias para denunciar um crime? Uma. Nós temos três”, disse.

Jucá admitiu que o PMDB indicou o vice de chapa de Dilma, mas afirmou que ele, pessoalmente, não apoiou essa aliança. Ele também defendeu a adoção do instituto do impeachment. “A legitimidade da decisão do Congresso é majoritariamente expressada nas ruas”, disse. “Desculpem aqueles que estão perdendo o chão, que estão em desacerto mental”, completou. 

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