Estiagem afeta plantio de trigo no Sul do País

Falta de chuva prejudica lavouras no Paraná e no Rio Grande do Sul. Em São Borja, agricultores estão replantando os campos

Jane Miklasivicius, O Estado de S.Paulo

19 Julho 2007 | 06h32

As lavouras de trigo começam a sofrer os efeitos da estiagem prolongada no Sul do País. Na região de Santa Rosa, no noroeste do Rio Grande do Sul, as lavouras não tiveram boa germinação. Segundo a Emater, o desenvolvimento inicial da planta está prejudicado e falta uniformidade às lavouras da região. Em São Borja, no centro-oeste do Estado, os produtores estão sendo obrigados a replantar a safra. No Paraná a situação é semelhante. A estiagem já dura aproximadamente 40 dias e ameaça a produtividade de algumas lavouras. O meteorologista Lizandro Jacobsen, do Simepar, diz que as chuvas da última semana foram localizadas e não atingiram o norte paranaense, importante produtor de trigo, onde não chove significativamente desde 22 de maio. Uma massa de ar frio e seco está sobre o Estado e impede a formação de nuvens de chuva. Segundo o meteorologista, ventos em altitude muito elevada não ajudam a dissipar o bloqueio provocado pela massa de ar. O analista técnico Robson Mafioletti, da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), disse que não há informações de perdas até o momento. "Mas os produtores estão preocupados com a seca", confirma. SAFRA O plantio da safra paranaense de trigo deve ser concluído nos próximos dias, com expectativa de atingir 852 mil hectares. Já a lavoura gaúcha está estabelecida em 81% da área de 803 mil hectares. De acordo com a Emater, o clima quente da última semana não permitiu avançar muito com o plantio. No ano passado, 88% da área de trigo haviam sido cultivadas até o fim de junho.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.