Estiagem atrasa colheita de castanha

Seca que se prolongou até setembro afetou florada das árvores. Sem produto no mercado, preço disparou

Fernanda Yoneya, O Estado de S.Paulo

29 de dezembro de 2010 | 00h51

A estiagem que se prolongou até setembro atrasou a safra paulista de castanha portuguesa. Geralmente a safra coincide com as festas de fim de ano - época do pico de vendas -, mas este ano, por causa da seca na época de florada, a colheita, que começa em outubro, só começou em dezembro. "Até início de dezembro não tinha produto e o quilo da castanha passou de R$ 40", diz a pesquisadora da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), Silvana Catarina Sales Bueno.

"Já era para eu ter colhido mais de 1 tonelada, mas até agora só colhi só 700 quilos", fala a produtora Sônia Motta, de São Bento do Sapucaí (SP). Sônia tem 400 árvores produzindo e deve colher, até abril, 5 toneladas de castanha. Apesar do atraso, o produtor Lilo Bernardi, de Mogi-Mirim (SP), está vendendo bem. "Como é produto fresco, vende tudo", diz ele, que tem 1.800 castanheiras (cada pé rende 35 quilos de castanha) e fornece para supermercados.

Com a entrada da safra no mercado, este mês, os preços caíram: estão entre R$ 15 e R$ 20/quilo no varejo (o produtor está recebendo de R$ 10 a R$ 12/quilo). "O consumidor acha que a castanha importada, por ser mais cara, é melhor. Mas a safra europeia é no meio do ano e o produto que chega aqui não é tão fresco quanto o nacional", esclarece Sônia. O quilo da castanha importada está R$ 35.

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