Estrangeiros retornam à usina de gás na Argélia um ano e meio após ataque

Trabalhadores estrangeiros do setor de petróleo e energia estão retornado ao trabalho na usina de gás de In Amenas, na Argélia, quase um ano e meio depois do ataque de militantes islâmicos que vitimou 40 pessoas, informou uma fonte da estatal de energia argelina Sonatrach no sábado. 

REUTERS

28 Junho 2014 | 12h13

"Doze funcionários expatriados já estão na usina de gás e mais são esperados progressivamente", disse a fonte, sem dar detalhes sobre suas nacionalidades. 

A Statoil, da Noruega, e a British Petroleum (BP), que operam a usina em conjunto com a Sonatrach, haviam exigido melhoras na segurança antes de promover o regresso dos funcionários.

Quarenta funcionários, trinta e nove deles estrangeiros, morreram em janeiro de 2013 depois que as instalações foram tomadas por militantes que fizeram os expatriados de reféns durante um cerco de quatro dias que acabou com a entrada das forças argelinas no local. 

In Amenas respondia por 11,5 por cento da produção de gás natural da Argélia antes do ataque, e o país norte-africano está retomando aos poucos a produção na usina, o que libera mais combustível para exportação para a Europa. 

A Argélia vai conduzir uma nova rodada de leilões de energia ainda este ano, esperando atrair mais companhias estrangeiras de petróleo para ajudar a estimular sua lenta produção de petróleo e gás. Depois do ataque em In Amenas, a segurança foi o maior fator de dúvida entre investidores.

A Statoil disse no final do ano passado que alguns de seus funcionários haviam retornado permanentemente ao centro operacional em Hassi Messaoud, localizado a 700 quilômetros de Argel, mas que o retorno a In Amenas demoraria mais tempo. 

(Por Redação na Argélia)

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