Estrela oculta

Eduardo Coutinho passa 90% do tempo atrás das câmeras. E, embora seus documentários sejam invariavelmente tocantes e povoados por personagens únicos, torcemos ansiosos pelos 10% em que ele, mesmo que fora de quadro, entra em cena. Suas intervenções são marcadas por perguntas que não teríamos coragem de fazer, por provocações, pela sustentação de momentos de silêncio ora tensos ora angustiantes - e por afagos em momentos críticos. Exercendo sua capacidade incomum de entrevistador, Coutinho faz poesia sem verso. E, nesta edição da Mostra, ganha uma retrospectiva para celebrar os seus 80 anos de vida. Há sessões de títulos mais conhecidos, como 'Edifício Master' e 'Cabra Marcado para Morrer'. E um presentaço para os sortudos que conseguirem ingressos para as duas sessões (nos dias 25 e 31) de 'Um Dia Na Vida' (1994), que condensa, em 90 minutos, 19 horas de programação de TV - e que nunca pôde ser exibido por problemas incontornáveis de direitos autorais.

O Estado de S.Paulo

18 Outubro 2013 | 02h19

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