Estrondo causa pânico e prova de concurso público é cancelada

Um abalo na estrutura de um prédio em Brasília provocou pânico ontem pela manhã durante a aplicação de provas para um concurso público. O exame foi cancelado, afetando quase 55 mil pessoas.

ADRIANA FERNANDES , BRASÍLIA , O Estado de S.Paulo

12 de novembro de 2012 | 02h02

No meio da manhã, cerca de 4 mil candidatos faziam as provas para o concurso do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 10ª região (Distrito Federal) quando um forte estrondo foi ouvido no edifício da Universidade Paulista (Unip), um dos locais do exame. O susto provocou correria e um dos candidatos chegou a se jogar por uma das janelas do prédio, mas não se feriu gravemente. Ele e outros feridos leves foram atendidos e levados para o Hospital de Base do DF.

"O que ocorreu foi uma dilatação e estufamento do piso de salas dos blocos A e I. O piso se deslocou da base da laje e acabou provocando barulho, gerando pânico nas pessoas", afirmou o coronel Sérgio Bezerra, subsecretário de Operações da Defesa Civil do Distrito Federal. "Para evitar que isso ocorra novamente, recomendamos a suspensão do concurso", disse.

Além das provas da manhã, haveria uma segunda sessão de exames na parte da tarde.

Relato. "Estava levando uma menina ao banheiro e ouvi o primeiro barulho. Uma outra menina saiu gritando de dentro de uma sala e achamos que era tiro", contou Gustavo Queiroz, que trabalhava como fiscal da prova, segundo relato feito à Agência Brasil.

Depois do incidente, o Centro de Seleção e de Produção de Eventos (Cespe) da Universidade de Brasília (UnB), organizador do concurso, decidiu suspender o exame. A avaliação seria usada para o preenchimento de 28 vagas e formação de um cadastro de reserva para os cargos de técnico e analista judiciário do TRT da 10ª região.

Em nota, o Cespe informou que o concurso será reaplicado para todos os 54.983 inscritos e que as novas datas de aplicação das provas serão divulgadas "oportunamente".

A Presidência do TRT da 10ª Região lamentou o ocorrido e prometeu trabalhar em conjunto com o Cespe para agilizar a remarcação das provas e evitar que os candidatos sejam prejudicados.

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