Estudantes da UFMG fazem protesto contra homofobia

Estudantes e professores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) promoveram um "beijaço" em frente à reitoria da instituição no início da tarde de hoje. O carinho coletivo foi um protesto contra a agressão a dois casais homossexuais ocorrida no início do mês. Ao todo, cerca de 150 pessoas participaram da manifestação, que não teve registro de problemas.

MARCELO PORTELA, Agência Estado

27 de abril de 2011 | 16h55

O caso de homofobia ocorreu durante uma festa na Faculdade de Letras (Fale), no último dia 2. Testemunhas contaram que um homem abordou um casal de lésbicas com piadas e agressões verbais. Pouco depois, o mesmo homem teria dado chutes em um rapaz que namorava um colega na mesma festa. O caso foi denunciado em carta enviada à reitoria pelo Grupo Universitário em Defesa da Diversidade Sexual (Gudds), pela Assembleia Nacional dos Estudantes Livre (Anel) e por agremiações acadêmicas.

"Esse tipo de atitude é inaceitável em qualquer lugar, ainda mais dentro do campus de uma universidade como essa", afirmou, por telefone, um dos participantes do protesto. Aluno de filosofia, o rapaz, de 23 anos, é homossexual assumido, mas pediu para não ser identificado justamente por temer "que isso (agressão) aconteça de novo". "Aqui, no meio de vários outros casais, a gente fica mais tranquilo, mas, depois, ficamos sozinhos de novo e, infelizmente, ainda ocorrem casos assim (de homofobia)", alegou.

Por meio de sua assessoria, a UFMG informou que foi criada uma comissão de sindicância para apurar as agressões ocorridas na festa da Fale. A apuração ainda está em andamento e, ainda segundo a assessoria, a comissão tem 30 dias para concluir o procedimento, prorrogáveis por mais 30 dias.

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