Estudantes de Arquitetura do Mackenzie marcam assembleia

Objetivo de encontro, no próximo dia 21, é discutir os resultados do curso, avaliado como insatisfatório pelo MEC

CRISTIANE NASCIMENTO, ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

10 de janeiro de 2013 | 02h02

O Diretório Acadêmico da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo do Mackenzie (Dafam) convocou uma assembleia para o dia 21 para discutir os problemas da faculdade e do curso de Arquitetura e Urbanismo.

A reunião foi marcada um dia depois de o Ministério da Educação (MEC) ter divulgado uma nova lista de cursos de graduação que tiveram, pela primeira vez, resultados insatisfatórios no Conceito Preliminar de Curso (CPC) de 2011. No Facebook, o encontro dos estudantes já registra quase 300 pessoas com presença confirmada.

Em uma escala até 5 no CPC, os conceitos 1 e 2 são considerados insatisfatórios pelo ministério. Os cursos dessa nova lista receberam nota 2 e serão punidos com a suspensão da autonomia - o que impede, por exemplo, a ampliação das vagas.

Segundo os indicadores divulgados pelo MEC, a baixa performance dos alunos no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) e problemas de infraestrutura são dois dos principais fatores que contribuíram para a nota ruim da graduação.

O coordenador do curso, Paulo Correa, afirma que a avaliação ocorreu durante a "conclusão das reformas do prédio". "Hoje a situação é outra, temos uma infraestrutura satisfatória", diz.

O coordenador aponta como resultado da reforma a entrega de uma série de laboratórios. Ainda assim, Correa admite algumas falhas pontuais. "Nosso mobiliário é antigo e, com a faculdade funcionando durante todo o dia, vira e mexe temos problemas com datashows."

Para o presidente do Dafam, Murilo Baldoni, de 22 anos, as condições da biblioteca devem ter contribuído para a baixa nota da infraestrutura da faculdade - ela é muito pequena, diz ele. O aluno também reclama da "superlotação" das salas de aula. A cada semestre o curso recebe quatro turmas de 50 estudantes.

Sobre o fraco desempenho no Enade, Baldoni acredita que "faltou tempo para o Mackenzie se adaptar" à prova. Segundo o estudante, em 2011, um conflito de datas pode ter interferido negativamente no resultado final. Na ocasião, os concluintes tiveram de fazer o Enade em data próxima à entrega do trabalho final de graduação.

Além disso, Baldoni diz perceber que "o exame não é levado a sério" pelos colegas. "Há um certo preconceito, pois muitos julgam que essa prova não avalia o curso de forma integral."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.