Estudantes decidem desocupar reitoria da UFRJ

Estudantes criticam plano que vincula mais verbas ao cumprimento de metas

Agencia Estado

18 de junho de 2007 | 09h41

Os estudantes que haviam ocupado a reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) decidiram deixar a sala, após terem se reunido por mais de três horas com o pró-reitor de Planejamento, Carlos Antônio Levi. Desde quinta-feira, 14, cerca de cem estudantes ocupavam o prédio em protesto contra o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais, o Reuni, criado para promover a reforma universitária. Eles alegam que o fato de a ampliação de recursos estar condicionada à apresentação de projetos que se enquadrem nas metas do governo fere a autonomia universitária. "Vamos desocupar, mas a luta continua", disse o estudante Bernardo Lima, um dos líderes do movimento. Os universitários também fizeram reivindicações locais, como a aceleração das obras do bandejão, reforma dos alojamentos, ampliação do número de bolsas e a criação de uma data fixa para receber os R$ 350 pagos pelo governo."A Universidade não serve só para formar mão-de-obra específica para o trabalho, mas para formar pensadores críticos da sociedade. Sem assistência, os estudantes precisam sair para trabalhar", disse Linus Takai, que estuda geografia na Universidade de São Paulo. Ele chegou ao Rio na última terça-feira para convocar os estudantes cariocas a participar da plenária que acontecerá na universidade paulista. Takai afirmou que o movimento estudantil que está surgindo é totalmente independente da União Nacional dos Estudantes (UNE), a quem classificou como "braço direito do governo".

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