Estudantes ocupam reitorias de federais de PE e RS

Estudantes se antecipam ao dia de ocupações prometido pela UNE

Agencia Estado

12 de junho de 2007 | 05h35

Um grupo de estudantes ocupou na tarde desta terça-feira, 5, de forma pacífica, a reitoria da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), antecipando-se à mobilização nacional de estudantes previstas para a quarta-feira. O grupo pretendia fazer vigília no local. Os estudantes querem - a exemplo do movimento nacional - que 14% das verbas federais sejam destinadas à assistência estudantil. Especificamente na UFPE , eles cobram o funcionamento da Creche Paulo Rosas e de um restaurante universitário. O reitor Amaro Lins não se encontra na cidade, mas através da sua assessoria de comunicação, a UFPE informou apoiar a criação de uma verba correspondente a 14% do orçamento da instituição para assistência estudantil. Garantiu que as obras do restaurante não estão paralisadas, e que a creche logo passará a funcionar. Em Porto Alegre, centenas de estudantes ocuparam o saguão do prédio da reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), na região central da cidade, nesta terça-feira, em ato de apoio aos invasores do prédio da reitoria da Universidade de São Paulo (USP) e de repúdio à reforma universitária. Organizado pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), o grupo se instalou no andar térreo do edifício de oito andares e prometeu ficar no local por tempo indeterminado, abrigado em barracas ou em dormitórios improvisados, com colchonetes, nos corredores e salas próximos ao saguão. Apesar de ocupação, os estudantes não impediram o acesso do reitor José Carlos Hennemann ao trabalho, e nem dos poucos funcionários que não estão em greve. Mesmo assim, uma nota distribuída pela assessoria de imprensa da UFRGS reconheceu que o protesto interfere nas atividades administrativas da universidade. As aulas, dadas em outros prédios, seguiram seu ritmo normal. No início da tarde, Hennemann recebeu uma comissão dos estudantes e ouviu reivindicações como posicionamento contrário à reforma universitária, redução da taxa de inscrição para o vestibular de R$ 100 para R$ 50, construção de restaurante na Escola de Educação Física e por uma política de cotas, que a UFRGS ainda não adotou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.