Estudantes protestam por federalização da Gama Filho

Um grupo de estudantes da Universidade Gama Filho, do Rio de Janeiro, realiza uma manifestação na noite desta quarta-feira, 15, em frente ao Palácio do Planalto, pedindo a federalização da instituição. A Gama Filho foi descredenciada esta semana pelo Ministério da Educação, junto com Centro Universitário da Cidade, a "UniverCidade", também do Rio de Janeiro.

DAIENE CARDOSO, Agência Estado

15 de janeiro de 2014 | 21h05

O grupo está concentrado em uma praça que integra o conjunto do Congresso Nacional, em frente ao Palácio do Planalto. Os estudantes instalaram barracas no local e pretende passar a noite ali.

O MEC explicou que a decisão pelo descredenciamento, anunciada na segunda-feira, 13, levou em consideração a baixa qualidade acadêmica, o grave comprometimento da situação econômico-financeira da mantenedora e a falta de um plano viável para superar o problema, além da crescente precarização da oferta da educação superior. A mudança dos alunos ocorrerá sob as regras da Política de Transferência Assistida de estudantes.

O presidente da Galileo Educacional, Alex Porto, responsável pelas duas universidades descredenciadas pelo MEC no Rio, atacou o governo federal em entrevista na tarde desta terça-feira, 14, e pediu "paciência" aos alunos, que também criticaram a decisão do governo. "Tenham um pouco de paciência, estamos trabalhando na reversão dessa situação. A decisão do MEC foi ilegal, arbitrária e esdrúxula. Estamos ingressando na Justiça e também com recurso administrativo. Queremos pedir desculpas pelos transtornos. Estamos em um processo de reestruturação nos últimos 12 meses e vamos regularizar a situação. A garantia principal são os ativos imobiliários das instituições", disse o presidente da Galileo.

Reitores das universidades federais do Rio defenderam nesta terça, 14, a federalização da Gama Filho e da UniverCidade. "Consideramos que o caminho para a solução do problema não seja uma simples redistribuição dos estudantes, tarefa que não é fácil e pode se mostrar inviável a curto e médio prazo", afirmaram, em nota conjunta, os reitores de UFF, Unirio, UFRJ e Rural e o diretor-geral do Cefet.

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