Estudo alerta para risco de câncer de pele em maratonistas

Maratonistas de pele clara parecem enfrentar um risco maior de câncer de pele, por conta da exposição prolongada ao sol, de acordo com os resultados de um estudo austríaco. A equipe de pesquisadores, todos dermatologistas da Universidade Médica de Graz, na Áustria, interessou-se pelo assunto porque seus integrantes trataram oito ultramaratonistas com tumores malignos na pele, em dez anos.Artigo publicado no periódico Archives of Dermatology descreve como os cientistas recrutaram 210 maratonistas, e compararam os resultados de exames dermatológicos dos atletas com os de 210 outras pessoas, selecionadas para corresponder aos corredores em questões como sexo e idade.Os maratonistas tinham mais lesões e manchas anormais na pele. Vinte e quatro deles foram encaminhados para cirurgia, contra 14 dos não-maratonistas.A maior taxa de encaminhamento para tratamento posterior, 19%, ocorreu entre os maratonistas mais entusiastas, que corriam mais de 60 km por semana.Como o estudo foi realizado em europeus de pele clara, não está definido se o resultado se aplica também a negros, menos vulneráveis ao câncer de pele."Pessoalmente, recomendo filtro solar para todo mundo", diz um dermatologista americano, Scott B. Phillips. Apenas 56% dos maratonistas envolvidos no estudo disse usar filtro solar regularmente. Uma das co-autoras do estudo, a médica Christina Ambros-Rudolph - que já participou de 37 maratonas e três triatlos - disse que a maioria dos maratonistas desconhece o risco para a pele. Os atletas podem reduzir esse risco treinando bem cedo pela manhã ou ao final da tarde, e usando filtro solar á prova d´água, disse ela.

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