Estudo aponta obras malconservadas no interior de SP

Viadutos com infiltrações e armaduras de ferro expostas, pontes com rachaduras e falhas estruturais, galerias cedendo e ruas afundando, além de dois estádios de futebol privados com estruturas comprometidas em alguns pontos. Tudo por falta de manutenção. São algumas das dificuldades constatadas no estudo Infra-Estrutura do Interior de São Paulo: prazo de validade vencido, feito em Ribeirão Preto, Araraquara, São Carlos e Franca pelo Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco). A pesquisa ainda não era conhecida de todas as administrações municipais até hoje.O Sinaenco apresentou 23 exemplos de obras públicas e privadas (os estádios) que precisam de manutenção, e o levantamento será entregue às autoridades municipais, estaduais e federais, além dos candidatos que disputarão as eleições em outubro. "Nosso objetivo é uma ação em prol da sociedade civil, pois o sindicato tem a missão fazer o alerta, e não tem cunho político, apesar de que esperamos que o assunto seja colocado em debate", informou o presidente do Sinaenco, João Alberto Manaus Corrêa."O custo de reposição vai aumentando sem serviços de manutenção", disse. "Por mais que a estrutura agüente desaforo, ela tem limite", acrescentou, reforçando o alerta às autoridades. Uma das propostas do sindicato é que ocorra vistoria rotineira nas obras, não passando de um ano. O trabalho não fez estimativas de valores para manutenção, embora o Sinaenco indique que o ideal, nesses casos, seja destinar até 5% do valor da construção para tal fim. A inspeção de engenheiros, urbanistas e especialistas em estruturas foi visual e fotográfica, sem uso de equipamentos e coletas de materiais para análises estruturais. O Sinaenco iniciou esse tipo de exame em 2005, passando por sete capitais (entre elas São Paulo e Rio) e São José dos Campos, no Vale do Paraíba.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.