Estudo: bebês se parecem mais com a mãe do que com o pai

Os bebês menores de um ano se parecemfisicamente mais com a mãe do que com o pai, segundo um estudodivulgado nesta quarta-feira, 9. Quando a mãe diz que o neném se parece mais com o pai, trata-sede uma "manipulação social" destinada a reforçar no companheiro acrença que é o pai da criança, concluem os autores do estudo. Uma equipe de cientistas do Instituto de Ciências da Evolução deMontpellier (sul da França) analisou a semelhança das crianças noâmbito da "ecologia familiar", pois consideram que alguns dosconflitos no lar são gerados pela falta de certeza do homem sobre averdadeira paternidade de seus filhos. De acordo com a edição desta quarta-feira do jornal francês Le Monde, cadavez mais homens franceses recorrem à análise genética realizada no estrangeiropara tirar a dúvida sobre se são os pais biológicos de seus filhos. Os testes genéticos não são permitidos na França, a não ser comuma autorização judicial. O número de pedidos de testes de paternidade recebidas da Françapela DNA Solutions, empresa que faz mais de 50.000 testes deste tipopor ano no mundo, aumentou 65% nos seis últimos anos, acrescenta ojornal. Os pesquisadores de Montpellier pediram a algumas pessoas que nãoconheciam as famílias que determinassem a semelhança entre pais efilhos por meio de fotografias do rosto, indicou o Centro Nacionalde Pesquisas Científicas (CNRS) em comunicado. Os resultados mostram que meninos e meninas se parecem mais comsua mãe no primeiro ano de vida, mas que as crianças do sexo masculino começam a seassemelhar mais com o pai, a partir dessa idade. Pelo contrário, as meninas continuam parecendo-se mais com suamãe até completar seis anos, idade máxima das crianças analisadas noestudo. A equipe pretende ampliar no futuro o estudo, para criançasmaiores de seis anos e em outros contextos culturais.

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