Estudo descarta ligação entre aborto e câncer de mama

Um estudo realizado por Harvard confirma descobertas anunciadas anteriormente por um comitê de especialistas, de que sofrer um aborto não eleva o risco de câncer de mama.No entanto, essa análise não deverá satisfazer os opositores do aborto: três Estados americanos - Texas, Minnesota e Mississippi - exigem que o médico advirta a mulher que procura um aborto do suposto risco de câncer. Em 2003, um grupo de cientistas, reunido pelo Instituto Nacional do Câncer, concluiu que o aborto não eleva o risco. O que a evidência permite determinar é que ter um filho antes dos 35 anos reduz o risco de câncer de mama de uma mulher, e que amamentar também ajuda, afirma a principal autora do estudo, Karin Michels, da Escola de Medicina Harvard. Pesquisadores crêem que células da mama que passaram por uma gravidez completa ganham proteção contra o câncer, disse ela.O novo estudo, publicado no periódico Archives of Internal Medicine, analisa dados de 105.716 mulheres que participaram do Estudo de Saúde de Enfermeiras, estabelecido em 1976 para tratar de uma ampla gama de problemas de saúde que afetam mulheres.As mulheres, com idade entre 29 e 46 anos no início do estudo, foram acompanhadas por dez anos. A cada dois anos, elas respondiam a questões sobre abortos provocados, abortos espontâneos e diagnósticos de câncer de mama.

Agencia Estado,

23 de abril de 2007 | 17h04

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