Estudo indica que 'Hobbit' da Indonésia é nova espécie

Pesquisadores relatam que 'Homo floresiensis' tem estrutura óssea diferente da do 'Homo sapiens'

BBC Brasil,

21 de setembro de 2007 | 08h15

Uma análise detalhada de ossos dos punhos de um hominídeo pré-histórico descoberto na ilha de Flores, na Indonésia, apelidado de "Hobbit", reforçou a teoria de que se trata de uma nova espécie, e não de um ancestral do homem moderno.   Matthew Tocheri, pesquisador do Smithsonian Institute, em Washington, e seus colegas, disseram à revista científica Science que os ossos não se parecem com os do Homo sapiens, mas sim com o de macacos.   O anúncio, em 2004, da descoberta dos fósseis do chamado Homo floresiensis, causou sensação, mas foi recebido com ceticismo por alguns pesquisadores.   Entre eles estava o paleantropólogo Teuku Jacob, da Indonésia, que argumentou que se tratava, provavelmente, do fóssil de um pigmeu com um defeito no cérebro conhecido como microcefalia.   O novo estudo, no entanto, mostra que os ossos do punho do Hobbit são primitivos e têm um formato diferente tanto do homem moderno quanto de seus ancestrais imediatos - os hoje extintos Homo neanderthalensis.   O punho da criatura não tem uma característica encontrada em ambas as espécies - uma formação que permite a distribuição de força a partir da base do polegar, o que permite uma maior habilidade para absorver choques.   Os ossos da criatura que, acredita-se, viveu há 18 mil anos, foram descobertos em uma caverna num local conhecido como Liang Bua.   Pesquisadores encontraram um esqueleto de fêmea quase intacto, que denominaram LB1, juntamente com fósseis de pelo menos oito outros indivíduos.   Os cientistas acreditam que estas criaturas de cerca de um metro de altura e com cérebros pequenos evoluíram dessa forma para enfrentar o suprimento limitado de alimentos na ilha de Flores.   O apelido Hobbit vem de pequenas criaturas encontradas na trilogia O Senhor dos Anéis, de J.R.R. Tolkien, que foi transportada para o cinema em filmes de grande sucesso.   Estudos detalhados feitos no cérebro de LB1 e de ferramentas encontradas com os ossos também dão sustentação à teoria de que o Homo floresiensis era uma espécie diferente da que evoluiu para se tornar o homem moderno.

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