Estudo revela experiências de escolas de tempo integral

Análise de 20 casos indica que não há modelo único; currículo, divisão do horário e até local de atividades variam

OCIMARA BALMANT, O Estado de S.Paulo

03 de abril de 2013 | 02h03

Ainda raridade nas redes públicas, o número de escolas de tempo integral tem crescido após o Plano Nacional de Educação - em trâmite no Congresso - prever que, até 2020, metade das escolas amplie a jornada escolar diária para o mínimo de sete horas. Mas, em muitos casos, o aumento da carga horária é o único ponto que une essas experiências dispersas pelo Brasil. O currículo, a divisão do horário e até o espaço onde as atividades são realizadas variam muito de município para município e até de escola para escola.

É o que mostra a publicação apresentada ontem pela Fundação Itaú Social, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec). Em destaque, 20 experiências que podem ser referência tanto na organização do tempo e do espaço como na formação dos profissionais e no monitoramento e avaliação do programa.

Achados. Em Piraí (RJ), os alunos do 5.º ao 9.º ano do fundamental passaram a ter aulas de duas horas antes e depois do intervalo, o que permitiu outro ritmo de aprendizagem, com mais tempo para a mesma disciplina.

Em Betim (MG), o destaque é o trabalho integrado de 12 secretarias municipais. A de Planejamento, por exemplo, computa em seu orçamento gastos com locação de espaços para atividades externas dos alunos. A de Esportes contemplava em seu quadro os profissionais para atuar em oficinas nas escolas ou centros conveniados.

Em Santos, o destaque é o trabalho de monitoramento e avaliação do programa de educação integral. No município do litoral paulista, a avaliação é feita três vezes ao ano por elas próprias, pelos professores e monitores.

"As avaliações mostram que os que mais se beneficiam da educação integral são os de piores condições socioeconômicas. Logo, ela é fundamental para a equidade. E, a equidade, com a garantia de que todos estão aprendendo, é condição para o desenvolvimento do País", resume Isabel Santana, gerente de Educação e Avaliação da Fundação Itaú Social.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.