EUA advertem para violência contra judeus no Brasil

Ataques são 'raros' mas tendência é preocupante, de acordo com relatório do Departamento de Estado

Jamil Chade, Estadão

24 de setembro de 2007 | 14h38

O governo americano alerta para o crescimento a violência contra judeus no Brasil. Em um relatório elaborado pelo Departamento de Estado sobre a liberdade religiosa no mundo, Washington indica que a situação de conflitos religiosos no Brasil é tranqüila, elogia o governo e garante que há liberdade de culto. Mas não deixa de destacar incidentes anti-semitas.   Todos os anos, o governo americano preparada um relatório sobre a situação de liberdade religiosa no mundo, irritando uma série de governos.   No caso do Brasil, ainda que admita que ataques contra judeus ainda sejam "raros", o documento aponta para incidentes que demonstrariam uma tendência de "violência crescente contra judeus".   Segundo o relatório, as lideranças judaicas no Brasil vem expressando preocupação com relação ao número de sites na web com conteúdo anti-semítico elaborado tanto por neonazistas como por grupos de skinhead. Um dos sites detectados e que continuam a operar está registrado nos Estados Unidos.   "Há relatos de vandalismo e ameaças por telefone e e-mail com caráter anti-semítico", aponta o documento.   O Departamento de Estado norte-americano indica que cerca de cem pichações foram encontradas, em maio, na cidade de Teresópolis (RJ) em várias residências de judeus e em uma sinagoga. De acordo com o Forum de Coordenação contra o Anti-Semitismo, as pichações eram de uma suástica, acompanhada pelo símbolo "88". Fatos parecidos já haviam sido registrados no local em 2004.   O relatório dos americanos ainda aponta que, no ano passado, seis pessoas jogaram coquetéis Molotov em uma sinagoga em Campinas, quebrando vidros e queimando a porta principal. "Sinais e mensagens anti-semitas foram pintadas nos muros do templo", diz o documento.   Mais informações na edição desta terça-feira de O Estado de S. Paulo.

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