EUA apontam impasse nas metas do Protocolo de Kyoto

Os EUA sinalizaram - a uma semana do início das negociações climáticas internacionais para atualizar metas do Protocolo de Kyoto - que não esperam que as potências econômicas mundiais possam chegar a um acordo compulsório, que exigiria cortes nas emissões de gases de efeito estufa até 2020.

AE-DOW JONES, Agência Estado

23 de novembro de 2011 | 03h01

A China tem resistido a concordar com os cortes de emissões e os EUA só aceitam as reduções obrigatórias se os chineses fizerem o mesmo. O impasse deve continuar nas conversações sobre clima patrocinadas pela Organização das Nações Unidas, programadas para começar segunda-feira próxima, em Durban (África do Sul).

As duas nações reiteraram suas posições em comunicados distintos, divulgados nesta terça-feira. O impasse causa incerteza sobre o futuro do tratado sobre o clima do Protocolo de Kyoto, que expira em 2012.

Japão, Rússia e Canadá disseram que não pretendem assinar a segunda rodada do Protocolo de Kyoto, a menos que os principais emissores do mundo, particularmente EUA e China, também concordem em reduzir suas emissões. Os países europeus, essencialmente, têm a mesma posição.

Brasil, Índia e outras nações em desenvolvimento têm pressionado por uma extensão do tratado, alegando que a manutenção do Protocolo de Kyoto é fundamental na luta contra as mudanças climáticas. As informações são da Dow Jones. (Roberto Carlos dos Santos)

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