EUA aprovam coquetel contra HIV em uma pílula só

Pessoas infectadas pelo vírus que causa a aids poderão em breve tomar uma pílula que, numa única dose diária, combina três drogas num "coquetel" contra o HIV. A pílula, chamada Atripla, inclui três drogas que já formam um dos tratamentos mais receitados contra o vírus e a aids. A FDA, órgão do governo americano que supervisiona os mercados de comida e remédios, aprovou a versão combinada nesta quarta-feira.O remédio será caro: mais de US$ 1.000 por um mês de tratamento.A Tripla pode substituir as duas pílulas, ou mais, que os pacientes HIV positivos têm de tomar para manter o vírus sob controle. Espera-se o medicamento chegue ao mercado americano dentro de sete dias úteis. "Como médico, sei que essa é uma oportunidade de aumentar significativamente a obediência (do paciente ao tratamento)", disse Andrew von Eschenbach, comissário interino da FDA. "E a obediência à terapia é tão importante quanto a própria terapia".Se a pílula solitária ajudar os pacientes a respeitar o tratamento, isso poderia adiar o surgimento de variedades do vírus resistentes às drogas. Essas variedades têm chance de aparecer quando os pacientes tomam menos de 95% de seus remédios, diz o chefe da empresa Gilead Sciences Inc., John Martin, fabricante de duas das drogas que entram na Atripla.A Atripla combina as drogas tenofovir, emtricitabina e efavirenz.A FDA havia aprovado, no mês passado, uma outra pílula que combina três drogas para o combate ao HIV, como parte do esforço do governo dos Estados Unidos para lutar contra a aids no mundo. Essa pílula precisa ser tomada duas vezes ao dia, e não está disponível no mercado interno americano. A Atripla também estará disponível nos q5 países que recebem ajuda do programa americano Plano de Emergência d Presidente para Combate à Aids.

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