EUA cobram informação sobre risco de antidepressivo na gravidez

Os fabricantes de remédios antidepressivos deverão incluir no produto informações sobre um problema raro, mas perigoso, que pode afetar bebês nascidos de mães que tomam esse tipo de droga durante a gestação, disseram autoridades sanitárias dos Estados Unidos. A Administração de Alimentos e Remédios (FDA) informa ter requisitado às empresas farmacêuticas que acrescentem aos dados dos medicamentos informação sobre o risco de uma doença dos pulmões, a hipertensão pulmonar persistente. A agência também buscará mais informações sobre o perigo.Bebês com a doença têm pressão alta nos vasos sangüíneos dos pulmões e não conseguem pôr oxigênio suficiente na corrente sangüínea, de acordo com a FDA. Nos EUA, dois em cada 1.000 crianças desenvolvem o problema logo após o nascimento. Mães que tomaram antidepressivos na segunda metade da gravidez têm seis vezes mais risco de dar à luz bebês que terão o problema, de acordo com estudo publicado, em fevereiro, pelo New England Journal of Medicine.Esse trabalho foi divulgado dias depois de outra publicação médica, o Journal of the AmericanMedical Association, veicular artigo alertando para o risco de recaída em depressão de mulheres que interrompem a medicação durante a gravidez.As publicações causaram grande preocupação, pois davam a entender que as mulheres que tomam antidepressivos teriam de escolher entre um de dois males ao engravidar. A FDA recomenda que mulheres que estão grávidas ou pensando em engravidar, e que tomam antidepressivos da categoria inibidores seletivos de retomada de serotonina não devem interromper o tratamento antes de conversar com o médico responsável.

Agencia Estado,

19 de julho de 2006 | 18h01

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