EUA confirmam data de conferência sobre o Oriente Médio

Encontro marcado para o dia 27 tem o objetivo de retomar o processo de paz na região

BBC Brasil, BBC

21 de novembro de 2007 | 03h30

Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira a data da conferência que vão promover com o objetivo de retomar o processo de paz no Oriente Médio. O encontro será realizado no dia 27 de novembro, na cidade de Annapolis, perto de Washington.   Segundo o porta-voz do Departamento de Estado americano, Sean McCormack, foram convidados para a reunião representantes de 49 países e instituições. Além de líderes israelenses e palestinos e da Organização das Nações Unidas (ONU) também foram convidados representantes de Estados árabes considerados importantes para o processo de paz, como Síria e Arábia Saudita. Antes do início da conferência, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, manterá discussões bilaterais com o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, e com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, na Casa Branca. Nesta terça-feira, Olmert e o presidente do Egito, Hosni Mubarak, participaram de um raro encontro para coordenar os preparativos para a conferência de paz da próxima semana. Depois da reunião com o líder egípcio, Olmert disse esperar que um acordo de paz definitivo possa ser alcançado até o final do próximo ano. No entanto, Washington ainda trabalha para convencer alguns importantes países árabes a enviar delegados para a conferência de paz. Nesta sexta-feira, ministros de Relações Exteriores árabes se reúnem no Cairo para coordenar suas posições sobre o envio de representantes à reunião de Annapolis. A decisão final, porém, será tomada individualmente por cada governo. Autoridades egípcias dizem estar convencidas de que os Estados Unidos estão comprometidos em lançar um processo de paz sério, e o ministro de Relações Exteriores do Egito deverá estar presente em Annapolis. Segundo analistas, porém, outros Estados árabes acreditam que Israel não ofereceu garantia suficiente de sua seriedade na busca de um acordo de paz e na disposição em fazer os sacrifícios necessários. A Síria já disse que só vai participar da conferência de paz se a questão das Colinas de Golã, território sírio anexado por Israel durante a guerra de 1967, estiver em discussão. A tentativa de elaboração de um documento conjunto entre palestinos e israelenses, que serviria de base para futuras negociações, teve pouco progresso. Entre as principais divergências entre israelenses e palestinos estão o destino da Cisjordânia, de Gaza e Jerusalém Oriental, territórios também ocupados por Israel na guerra de 1967, além da questão dos refugiados palestinos.       Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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