EUA e China buscam lidar com diferenças, cooperam contra ameaças

Diplomatas dos Estados Unidos e da China salientaram a necessidade de lidar com diferenças e cooperar contra ameaças globais incluindo o Estado Islâmico e o Ebola, à medida que buscam aproximação antes de uma reunião em novembro.

DAVID BRUNNSTROM, REUTERS

18 de outubro de 2014 | 13h13

"Há muitas áreas nas quais Estados Unidos e China estão cooperando, mesmo que tenhamos algumas diferenças que tentamos administrar", disse o secretário de Estado norte-americano John Kerry a jornalistas em Boston neste sábado, antes do segundo dia de conversas com o Conselheiro de Estado chinês Yang Jiechi.

Ele listou áreas de cooperação que variam de Afeganistão, a situação nuclear da Coreia do Norte, o Irã, mudanças climáticas e contra terrorismo, incluindo a luta contra o Estado Islâmico.

Yang disse que o objetivo de sua visita é preparar caminho para a reunião entre o presidente da China, Xi Jinping, e o presidente dos EUA, Barack Obama, em Pequim em 12 de novembro.

Preocupações compartilhadas sobre o Estado Islâmico oferecem uma rara convergência de interesses de segurança para Pequim e Washington, uma descanso para a típica inimizade em questões geopolíticas sensíveis, notadamente o Mar do Sul da China e questões como ciberespionagem.

Na segunda-feira, Kerry deve comparecer à inauguração do presidente recém eleito na Indonésia Joko Widodo em Jacarta, onde deve ter reuniões bilaterais com colegas regionais que compartilham de preocupações sobre a assertividade territorial da China do leste asiático.

A China tem interesses energéticos significativos no Iraque e também está preocupada com o que diz ser militantes islâmicos domésticos. Sua mídia estatal reportou que militantes da região ocidental de Xinjiang, perto de Paquistão e Afeganistão, têm buscado treinamento de membros do Estado Islâmico para ataques.

(Reportagem de David Brunnstrom)

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