EUA suspeitam de sequestro de cidadãos do país por piratas

A embaixada dos Estados Unidos em Nairóbi, no Quênia, afirmou neste sábado suspeitar que um iate com quatro norte-americanos a bordo tenha sido sequestrado no Mar Arábico.

REUTERS

19 de fevereiro de 2011 | 11h22

Gangues de piratas que assolam as rotas marítimas através do Golfo de Áden e no Oceano Índico normalmente miram navios mercantes de grande porte, como os petroleiros, em busca de resgates, mas o roubo de estrangeiros também pode render quantias elevadas.

"Relatórios preliminares indicam que um navio de bandeira norte-americana provisoriamente chamado de Quest foi sequestrado no Mar Arábico. Havia quatro cidadãos dos EUA a bordo", disse um porta-voz da embaixada.

Todas as agências importantes do governo dos EUA estão monitorando a situação, acrescentou.

Mais cedo, um especialista marítimo regional disse que o S/V Quest de 58 pés havia sido sequestrado na tarde de sexta-feira a 240 milhas da costa do Omã, enquanto navegava da Índia para a cidade Omani de Salalah.

O Ecoterra, grupo que monitora a pirataria no Oceano Índico, disse que o iate de 58 pés pertence ao casal Jean e Adam Scott. Não ficou imediatamente claro se o casal estava no iate no momento do ataque.

Os dois começaram a viagem de volta ao mundo em 2004, de acordo com seu site.

Andrew Mwangura, especialista marítimo da África Oriental, afirmou que o barco já estava a caminho da Somália, na região conhecida como Chifre da África.

A Somália está mergulhada em violência e repleta de armas desde a queda de um ditador em 1991, e a falta de um governo eficaz permitiu que a pirataria emergisse no país.

(Por Richard Lough)

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