EUA têm ''Black Friday'' dos populares

Lojas de desconto são mais procuradas pelos consumidores do que as luxo no dia de megaliquidações do país

NOVA YORK, O Estadao de S.Paulo

28 de novembro de 2009 | 00h00

As lojas de desconto começaram bem a Black Friday (sexta-feira negra), com os produtos vendidos a preços baixos para atrair clientes trazendo multidões para as lojas, enquanto que os varejistas de produtos mais caros e algumas lojas de roupas viam um movimento mais lento, mesmo com grandes descontos.

A Black Friday é o dia seguinte ao feriado de Ação de Graças, quando os varejistas promovem grandes remarcações nos preços para atrair consumidores. A data abre a temporada de compras de fim de ano e normalmente é o período responsável por uma boa fatia das receitas anuais dos varejistas.

Lojas de departamento como Wal-Mart, Target, J.C. Penney e a varejista de eletrônicos Best Buy notaram forte demanda por itens caros, com os produtos eletrônicos em destaque. Mas também havia procura por itens mais difíceis de vender, como joias e utensílios de cozinha.

"Eu sei o que eu quero e os preços que estou disposta a pagar", disse Winifred Tyson, enquanto carregava duas sacolas lotadas de roupas e itens para cozinha da nova loja da J.C. Penney em Manhattan.

A apenas uma quadra dali, porém, havia menos fervor na Macy''s. O início do dia atraiu consumidores, mas não tanto quanto a loja esperava, disseram diversos vendedores. Um funcionário citou a recessão e a competição com o comércio online. Embora ainda seja o começo das compras de fim de ano, as lojas de preços mais modestos pareciam estar com demanda mais robusta, enquanto que as lojas mais caras observavam lentidão.

"A maioria das pessoas está aqui para comprar as pechinchas e o tráfego diminuiu significativamente uma vez que esses itens esgotaram", disse Lisa Walters, diretora da Retail Eye Partners, empresa de pesquisa de varejo.

"Os consumidores estão muito, muito poupadores este ano", disse Lisa, que tem comprado em shopping centers e lojas em Albany, Nova York, desde o início da manhã. "As pessoas estão realmente colocando um objetivo nos gastos." Os compradores também estavam em peso nas lojas da Wal-Mart em Secaucus, NY, com tudo desde pegadores de panela a grande televisores de tela plana.

Nandini Ramkissoon, de Brooklyn, NY, fazia compras com sua família e deixava uma loja logo após às 5h (horário local, 8h de Brasília) carregando três televisores Bravia da Sony - de 40, 46 e 52 polegadas - e um aparelho de DVD blu-ray, tudo por cerca de US$ 3.000. A família chegou à loja às 18h30 de ontem (horário local) e passou a noite perambulando pela loja para assegurar pechinchas "realmente baratas".

O Wal-Mart de Secaucus, assim como outras lojas da rede, ficou aberto a noite toda para evitar multidões desesperadas como na Black Friday do ano passado, quando um funcionário de um Wal-Mart em Long Island, NY, morreu pisoteado.

No Best Buy, em North Charlotte, algumas centenas de pessoas aguardavam em fila pela abertura da loja às 5h00 (horário local), mas às 5h20 não havia fila para entrar. A maior parte das pessoas estava nos departamentos de computadores e câmeras.

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