Euforia com EUA leva Bovespa ao 2o maior patamar do ano

A reação positiva dos mercados internacionais a novos dados animadores da economia dos Estados Unidos contagiou os negócios na bolsa paulista, cujo principal índice chegou ao segundo maior patamar em 2009.

ALUÍSIO ALVES, REUTERS

23 de julho de 2009 | 18h02

Com alta de 2,22 por cento, o Ibovespa chegou aos 54.249 pontos, estendendo o ganho acumulado no ano para cima de 44 por cento. O movimento foi sustentando pelo forte ingresso de recursos, que levou o volume financeiro da sessão para 7,26 bilhões de reais, também um dos maiores deste ano.

O maior patamar de fechamento da bolsa em 2009 ocorreu em 1o de junho, quando o Ibovespa terminou o dia em 54.486 pontos.

"Foi por causa de uma leva de indicadores positivos lá fora", disse o analista Pedro Galdi, da SLW Corretora.

A alta do Ibovespa, a sexta em sete sessões, teve mais uma vez o patrocínio de Wall Street, que reagiu com grande otimismo a outra safra de resultados corporativos e dados econômicos dos EUA melhores do que as expectativas.

A bateria de boas novas, incluindo o aumento das vendas de moradias usadas nos EUA em junho, e balanços de grandes empresas, como 3M, Ford, AT&T e eBay, levou o Dow Jones, mais importante índice de ações dos EUA, ao maior nível em 8 meses.

Diante da leitura de que a economia global já começa a se levantar da crise, os mercados de commodities pegaram carona nessa tendência, impulsionando as ações de empresas brasileiras de matérias-primas.

Assim, mesmo desagradando analistas com resultados trimestrais fracos, o papel preferencial da Usiminas foi destaque, subindo 3,6 por cento, a 43 reais.

Do mesmo modo, a ação preferencial da Vale ganhou 2,4 por cento, a 31,90 reais, a despeito de relatórios como o da Itaú Corretora, avaliando que o aumento da fatia da mineradora na Companhia Siderúrgica do Atlântico, anunciada na quarta-feira à noite, será negativa para as ações.

Na mesma rota, o papel preferencial da Petrobras avançou 2,2 por cento, para 32,40 reais.

O cenário positivo foi ainda reforçado no plano doméstico com notícias da economia brasileira, como a de que a taxa de desemprego caiu de 8,8 para 8,1 por cento em junho, a menor desde dezembro.

Com a recente onda de euforia, aqueles que nas últimas semanas vinham preferindo embolsar os lucros acumulados no ano mudaram de estratégia. O saldo de investimentos estrangeiros na Bovespa, por exemplo, que em julho chegou a ser negativo em 2 bilhões de reais nos primeiros dias do mês, reverteu. No dia 20, mostrava entrada líquida de 232 milhões de reais.

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