Europa tem interesse em importar

O Brasil tem hoje cerca de 350 mil apicultores, de acordo com a Confederação Brasileira de Apicultura (CBA), e emprega, direta e indiretamente, 1 milhão de pessoas. Antes do embargo europeu ao mel brasileiro, em março de 2006, cerca de 90% das exportações brasileiras eram para países do bloco, que rendiam ao País receita anual de US$ 15 milhões. Historicamente, diz o presidente da CBA, José Cunha, a União Européia sempre remunerou melhor o mel brasileiro, por isso a importância de retomar esse mercado.QUALIDADECunha acredita que para a Europa também é importante voltar a comprar o produto brasileiro. ''Nosso mel é de qualidade excepcional. As abelhas são resistentes às doenças, por isso os apicultores brasileiros não usam medicamentos, nem outros produtos que deixam resíduos no mel'', afirma.Apesar das qualidades do produto, o Brasil não tinha um programa de controle de resíduos. Após o embargo, o governo criou o programa nacional de controle de resíduos, investiu nos laboratórios que fazem análises desses resíduos. E a União Européia reconheceu esse programa. Hoje, seis laboratórios estão credenciados pelo Ministério da Agricultura para esse tipo de análise.INFORMAÇÕES: Abemel, tel. (0--19) 3532-4703; CBA, tel. (0--51) 3308-7411

O Estado de S.Paulo

02 de abril de 2008 | 03h57

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