Evo Morales diz estar 'quase convencido' de que Chávez foi envenenado

O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse nesta sábado estar "quase convencido" de que o mandatário venezuelano Hugo Chávez morreu devido a um envenenamento, atribuído pelo boliviano ao "imperialismo".

Reuters

09 de março de 2013 | 17h37

O líder esquerdista boliviano somou-se, assim, às suspeitas lanças pelo agora presidente interno da Venezuela, Nicolás Maduro, que disse que o câncer que acabou com a vida de Chávez pode ter sido induzido.

Em declarações divulgadas pela agência estatal de notícias ABI, Morales disse estar "quase convencido, como diziam Maduro e outras autoridades da Venezuela, que farão uma profunda investigação" de que foi um "envenenamento" que acabou com a vida do "companheiro Chávez".

Morales fez estas declarações no palácio presidencial em La Paz, em seu primeiro ato público após passar três dias em Caracas para os funerais de Chávez, que era seu principal aliado político externo.

"Quando o império não pode conquistar líderes políticos dos movimentos sociais organizados democraticamente, ele tenta golpes de Estado. Quando não podem dividir os povos, o que acontece? Envenenam e acabam com a vida, e estou quase convencido", acrescentou.

Chávez morreu na última terça-feira após uma longa luta contra o câncer, que foi descrito oficialmente como um câncer na região pélvica, detectado em meados de 2011.

(Por Carlos A. Quiroga)

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