Evo Morales teme que luta armada se aproxime em Honduras

O presidente da Bolívia, Evo Morales, expressou temor nesta quinta-feira que a crise política em Honduras pelo golpe de Estado no fim de junho no país tenda a se agravar e possa desembocar em uma luta armada.

REUTERS

23 Julho 2009 | 15h22

A preocupação do mandatário esquerdista é em resposta ao alerta lançado na quarta-feira pelo presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, de que voltará ao seu país esta semana após o fracasso nas negociações com representantes do governo interino presidido por Roberto Micheletti.

"Eu penso que isto pode desembocar em uma luta armada e tenho muito medo", disse Morales a jornalistas.

"Se a direita e os oligarcas hondurenhos querem evitar qualquer levantamento armado ou uma guerrilha, não existe outra alternativa a não ser a renúncia do golpista", acrescentou.

Zelaya disse na Nicarágua que nesta quinta-feira estaria em municípios fronteiriços a Honduras sem revelar quando entraria em seu país.

O governo interino instalado desde o golpe de Estado em 28 de junho disse que esperaria o presidente deposto com uma ordem de prisão. Partidários de Zelaya anunciaram uma greve.

Zelaya tentou voltar a Honduras no dia 5 de julho a bordo de um avião venezuelano, mas não foi permitida a aterrissagem em Tegucigalpa e a situação gerou manifestações que terminaram com a morte de um jovem pelos militares que faziam a segurança no aeroporto.

O presidente da Costa Rica e mediador da crise, Oscar Arias, insistiu em uma proposta na quarta-feira para que Zelaya fosse restituído antes de 24 de julho para superar o conflito.

Na semana passada o mesmo pedido fez fracassar as negociações diante da negativa do governo interino em aceitar a volta de Zelaya ao poder.

(Reportagem de Diego Oré)

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