Evolução rápida afeta o equilíbrio ecológico, diz estudo

Biólogos geralmente aceitam que mudanças evolucionárias se processam numa escala que vai de décadas a milênios, enquanto que a transformação ecológica pode se dar em dias ou meses. Mas um novo estudo da Universidade Cornell mostra que evolução e ecologia podem operar num mesmo cronograma. Quando a evolução se dá tão depressa, dizem os pesquisadores, ela pode mudar a interação entre populações de diversas espécies, e os ecologistas precisam levar essa dinâmica em conta em seus estudos. Esse conceito é essencial para prever as taxas de recuperação de populações ameaçadas e a disseminação de doenças, diz Justin Meyer, que conduziu o estudo juntamente com os ecologistas Stephen Ellner e Nelson Hairston.Para observar evolução e ecologia agindo em conjunto, os pesquisadores monitoraram as flutuações num sistema predador-presa de laboratório: um organismo microscópico que come uma alga unicelular.Meyer criou um método para rastrear as mudanças genéticas, e os pesquisadores descobriram que, enquanto a população de predadores flutuava, as algas "evoluíram" para uma forma mais difícil de comer. A freqüência das mudanças nos genes das algas em resposta ao fluxo populacional dos micróbios foi usada para estabelecer a sincronicidade dos ciclos.O estudo será publicado na edição de 11 de julho da Proceedings of the National Academy of Sciences.

Agencia Estado,

06 de julho de 2006 | 19h12

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