Ex-candidata vive com americano, diz jornal

Segundo o 'France Soir, Ingrid está nas Ilhas Seychelles com ex-refém

, O Estadao de S.Paulo

30 de janeiro de 2010 | 00h00

Encerrados os 14 anos de união com Juan Carlos Lecompte, se considerados os 6 de cativeiro, Ingrid Betancourt virou a página. Depois de ter protagonizado em Paris uma maratona de exposição midiática após sua libertação, a ex-candidata à presidência da Colômbia vive isolada em uma ilha. Literalmente.

Segundo informações do jornal France Soir, de Paris, Ingrid estaria vivendo hoje nas Ilhas Seychelles, no Oceano Índico, com o americano Marc Gonsalves, outro ex-refém das Farc. A relação entre ambos teria nascido no cativeiro e continuado após a libertação. Mas a informação não é confirmada pela assessora de Ingrid, Patricia Balme, hoje o único canal de contato da ex-candidata com a mídia.

O que Patricia confirma é que o livro autobiográfico de Ingrid, motivo pelo qual ela teria iniciado seu retiro midiático, deve ser publicado na próxima primavera europeia - outono no Brasil -, pela editora Gallimard, a mais importante da França.

Sobre outro livro, o de Lecompte, a porta-voz de Ingrid limita-se a responder a alguns extratos. Segundo ela, a separação do casal deve-se a uma suposta relação da marido com uma amante, que teria vivido na residência de ambos, em Bogotá. "Durante o cativeiro, Ingrid soube que seu marido aparecia publicamente com uma amante com quem ele ousou morar no apartamento do casal", reitera Patricia. "Ingrid não o julga, pois sabe como seis anos de separação podem ser longos, mas ela achou que lhe faltou elegância."

Na quinta-feira, em Paris, Lecompte voltou a desmentir o caso amoroso e garantiu que teria sido capaz de perdoar a ex-mulher por uma relação durante o sequestro. "Não sei se ela foi fiel, pois não pude falar com ela. Há livros que dizem que sim, outros que dizem que não. Mas em um sequestro tão longo, poderia compreender se ela precisou de afeto."

VERSÃO

As circunstâncias da libertação de Ingrid, em 2 de julho de 2008, jamais ficaram totalmente livres de suspeitas. Pela versão de Bogotá, uma falsa operação teria sido organizada para "socorrer" os reféns que estavam presos com a ex-candidata à presidência, iludindo os guerrilheiros. A versão não convence Lecompte que, durante o sequestro de sua mulher, estudou o comportamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). "Foi uma operação de inteligência muito eficiente. Mas creio que o governo colombiano subornou alguns guerrilheiros", disse, acrescentando que as Farc são um grupo muito difícil de ser infiltrado.

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