Ex-diretor da ANS diz que modelo está atrasado

O ex-diretor-presidente da ANS Fausto Pereira dos Santos, que deixou o cargo anteontem, admite que houve pouco avanço em sua gestão na melhora do modelo assistencial (relação entre planos e serviços de saúde). "O modus operandi é semelhante há 10, 15 anos. Continuam (relacionando-se) por procedimento e quantidade, mas não levam em conta o resultado. Tanto faz se o procedimento é correto ou não. Quanto mais o serviço faz, mais ganha. E, por outro lado, quanto menos procedimentos, a operadora acha que ganha mais. A questão tem de ser a organização da atenção à saúde. Houve avanço no discurso, mas na prática, não." Segundo Solange Mendes, da Fenasaúde, as empresas ainda estão discutindo a metodologia de avaliação da rede aplicada pela ANS e um novo relacionamento com prestadores.

, O Estado de S.Paulo

25 de abril de 2010 | 00h00

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