Ex-diretor da Petrobras detalha esquema de propinas a PT, PP e PMDB em contratos

Depoimento do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa à Justiça Federal, divulgado nesta quinta-feira, detalha um suposto esquema de sobrepreço em contratos da estatal que beneficiaria PT, PP e PMDB.

REUTERS

09 de outubro de 2014 | 13h33

Durante o depoimento que Costa deu à Justiça em seu processo de delação premiada, ele detalha quais contratos de quais diretorias atendiam a cada um desses três partidos, segundo áudio divulgado pela mídia.

"Em relação à diretoria de Serviços, todos sabiam que tinha um percentual dos contratos da área de Abastecimento, dos 3 por cento, 2 por cento eram para atender ao PT", disse o diretor no áudio, no que seria uma referência ao percentual de sobrepreço dos contratos da estatal.

"Outras diretorias, como Gás e Energia e Exploração e Produção, também eram PT", acrescentou o diretor no depoimento.

De acordo com o depoimento, as diretorias que tinham indicação desses PT, PP e PMDB atendiam a essas legendas com os recursos oriundos desses sobrepreços.

Segundo reportagem da GloboNews, PT, PMDB e PP disseram que não comentariam o caso por não terem tido acesso às informações da delação premiada do ex-diretor da Petrobras.

A Reuters entrou em contato com a Petrobras, mas não houve um comentário imediato.

Costa foi preso pela Polícia Federal no âmbito da Operação Lava-Jato, que desmontou um esquema de lavagem de dinheiro. Ele fez um acordo com a Justiça sob o qual revelará informações sobre as denúncias de irregularidade na Petrobras em troca de uma redução de pena.

Vazamentos de depoimentos dele já tinham ocorrido em setembro, tornando as denúncias de corrupção na Petrobras um dos temas centrais na campanha eleitoral para a Presidência, que agora está em um segundo turno entre Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, e Aécio Neves (PSDB).

(Por Eduardo Simões)

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