Ex-goleiro Bruno volta a trabalhar em fábrica de vassoura na cadeia

Permissão para o trabalho estava suspensa após briga com outros detentos

Marcelo Portela, O Estado de S. Paulo

24 de maio de 2013 | 15h50

BELO HORIZONTE - O ex-goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza voltou a trabalhar em uma fábrica de vassouras na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. O direito de trabalhar foi restituído nesta sexta-feira, 24, após um período de suspensão como punição pelo envolvimento do atleta em uma briga com outros detentos no início de abril.

Bruno está na cadeia desde junho de 2010 e, em março, foi condenado a 22 anos e três meses de prisão pelo assassinato da ex-amante Eliza Samudio e pelo sequestro do filho do casal. Pela legislação brasileira, cada três dias trabalhados por um detento da direito à remição de um dia de pena. O advogado do goleiro, Lúcio Adolfo da Silva, acredita que em 2015 seu cliente consiga progressão para o regime semiaberto levando em conta o trabalho e o tempo que passou preso antes da condenação.

Além do trabalho na fábrica de vassouras ecológicas, feitas com garrafas plásticas e usadas na limpeza do próprio presídio, Bruno também voltou a frequentar aulas para tentar concluir o ensino médio. A punição pelo envolvimento do atleta na briga ainda havia resultado ainda na suspensão dos banhos de sol e das visitas, benefícios que também foram restituídos ao atleta. No domingo, 19, Bruno precisou de atendimento médico após ingerir antidepressivos para os quais não tinha indicação médica, mas Lúcio Adolfo negou que o goleiro tenha tentado o suicídio. Uma investigação foi aberta para apurar como ele teve acesso aos remédios.

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