Ex-jogador diz que matou ex-mulher 'em legítima defesa'

O ex-jogador de futebol Janken Ferraz Evangelista, de 29 anos, acusado de matar a facadas a ex-mulher Ana Cláudia Melo da Silva, de 18 anos, e fugir com o filho do casal, de 1 ano e 8 meses, na noite do último domingo, deu uma entrevista coletiva no início da manhã de hoje, na qual alegou ter agido "em legítima defesa". Ele falou com os jornalistas por cinco minutos na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no Centro de São Paulo.

DANIELA DO CANTO, Agencia Estado

27 de março de 2009 | 07h25

Chorando e orientado por dois advogados, Evangelista afirmou que discutiu com Ana depois de flagrá-la falando ao celular com o goleiro Fábio Costa, do Santos. Ele disse que tentou tomar o celular da ex-mulher quando ela pegou uma faca e o atacou. Depois de uma luta corporal, o ex-jogador disse que conseguiu tomar a faca das mãos de Ana. A briga aconteceu logo depois que o casal chegou do Pacaembu, onde acompanhou a partida entre Corinthians e Santos junto com o filho. Evangelista prestou depoimento nesta madrugada por cerca de cinco horas e meia no DHPP. Em seguida, foi levado à carceragem do local, mas deve ser transferido ainda hoje para um Centro de Detenção Provisória (CDP) ou um presídio, ainda não definidos pela polícia.

Na tarde de ontem, o goleiro Fábio Costa convocou a imprensa para dar explicações, ao lado da mulher, Mônica, logo após o treino do Santos ontem. Fábio Costa disse que conheceu Ana Cláudia em 2005, quando jogava no Corinthians, e disse que deu ingressos a ela para o clássico no Pacaembu, mas negou ter qualquer ligação com a vítima. ?Ela me ligou na semana passada e pediu ingressos?, disse o jogador. Ele disse que avisou à jovem que pegasse as entradas com um segurança no portão do estádio. E não teve mais contato com ela. Fábio Costa afirmou que não tinha contato com Ana havia um mês - até o pedido de ingressos. E afirmou que o contato era normal, como jogadores têm com torcedores. ?A minha responsabilidade vai até o pedido de ingressos. Cedi. O que aconteceu depois não pode me ser atribuído?, disse. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Mais conteúdo sobre:
violênciaSPex-jogador

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.